Suíços não querem rendimento fixo para toda a população

Caiu por terra a possibilidade de todos os habitantes da Suíça começarem a receber um rendimento mensal fixo, qualquer que fosse a sua situação laboral, financeira ou mesmo a idade. Em referendo, o povo daquele país decidiu por larga maioria (76,9% dos votos) reprovar a medida, que foi às urnas este domingo.

Eleições Votações VotoDe acordo com os resultados do ato eleitoral, apenas 23,1% dos eleitores se mostraram recetivos à existência de um Rendimento Básico Incondicional, que se fixaria nos 2500 francos (aproximadamente 2247 euros) para os adultos e nos 625 francos (561 euros) para os mais jovens. Números que, no total, iriam representar um custo anual de 175,9 mil milhões de euros para o Governo suíço, segundo dados do portal “Swiss Info”, o que poderia levar, no futuro, a um aumento dos impostos e a cortes na despesa pública.

Em Portugal, já foi criada uma petição pública a favor da criação de um RBI que, até ao momento, conta com pouco mais de 5 mil assinaturas. Os fundadores do movimento justificam a sua criação com “o crescente aumento da pobreza, precariedade, desemprego, insegurança da população e os enormes avanços tecnológicos que reduzem drasticamente a necessidade de mão-de-obra humana”, fatores que “revelam a necessidade urgente da adoção de uma estratégia diferente daquelas que têm sido aplicadas até agora”, até porque, escrevem, “as evoluções tecnológicas e científicas da humanidade permitem-nos, neste ponto da história, acabar de vez com a pobreza”. Na Suíça, tudo começou também com uma petição que, em outubro de 2013, contava com 126 mil assinaturas.

Descomplicador:

O povo suíço disse “não” à criação de um rendimento mensal fixo superior a 2000 mil euros por mês para toda a população do país. A grande maioria dos habitantes da Suíça votou contra no referendo que foi a votos este domingo.

ziglcina@pwrby.com'
Publicado por: Gonçalo Santos

Natural dos Açores, tem 22 anos de idade e é aluno do curso de Ciências da Cultura - Especialização em Comunicação e Cultura da Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa. Escreve regularmente para outros projetos nas mais diversas áreas abrangidas pelo jornalismo.

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