O regresso de Assunção Cristas à Feira Nacional da Agricultura

O ano passado Assunção Cristas esteve durante vários dias na Feira Nacional da Agricultura/Feira do Ribatejo, que decorre todos os anos no CNEMA em Santarém e que é o maior certame nacional do sector.

Este ano, com menos tempo (cerca de duas horas reservadas para a visita) e em passo mais apressado para tentar “acudir a todas as capelinhas”, a ex-Ministra da Agricultura do executivo de Passos Coelho voltou a um habitat que já foi seu.

Assunção CristasAinda assim, o conhecimento do sector, aliado ao facto da Agricultura ter sido sempre uma bandeira do CDS fizeram com que Assunção Cristas ainda se sentisse em casa.

Agora no papel de líder do CDS, foi nesse papel que foi recebida pelo presidente da Confederação dos Agricultores de Portugal (CAP) e por um primeiro expositor, que ofereceu um licor a Assunção Cristas, que inicialmente recusou ouvindo logo: “O Paulo Portas não perdoava”. Copo bebido, lá continua a visita.

A líder centrista procurou saber junto dos vários expositores a evolução dos números das vendas e das exportações face ao ano passado, onde era ainda responsável governativa. Na área exterior do recinto logo surgiu a pergunta: “suja muitos os sapatos ou quer ir ali?” O ali eram as áreas dedicadas ao gado bovino, aos cavalos e aos porcos. Lá foi, recordando os vencedores dos concursos dos anos anteriores e procurando saber quem ganhou este ano.

Assunção CristasMais à frente um dos expositores aproveita o aparato para perguntar à comunicação social se estão a gravar. Câmaras ligadas, logo surge o rol de queixas ao actual Ministério da Agricultura: “Os agricultores estão muito desmotivados e precisão de um empurrão. É preciso investimento e a senhora é que tinha o perfil indicado para esta pasta”. Era este o termómetro que Assunção procurava em Santarém, o de saber se o sector estava mais contente ou descontente face ao ano anterior.

“As despesas são certas e o São Pedro incerto” queixava-se outro agricultor. Mas isso, nem Capoulas Santos nem Assunção Cristas conseguem resolver, só mesmo pedindo ajuda divina como fez Assunção na fase inicial do seu mandato.

“Deixou-nos em boas mãos ao menos?” perguntava outro ao cruzar-se com a comitiva da líder centrista. “Infelizmente acho que não”, respondeu prontamente Assunção Cristas. Antes das declarações finais à comunicação social, a líder do CDS parou junto ao stand da Portugal Fresh, uma associação de produtores de frutos e hortícolas para ser informada que o sector dos pequenos frutos tinha já ultrapassado a Pêra Rocha em exportações, superando assim um histórico líder exportador em Portugal na área agrícola.

Assunção Cristas No final da visita, surgiram então as criticas ao executivo socialista, que acusou de colocar a agricultura como “o parente pobre” e de recorrer à divida para resolver todos os problemas. “Até a boa notícia do regadio vai ser feita com dívida. Ou seja, governação ‘à la socialista’, como nós já conhecemos tão bem e era bom que rapidamente invertesse o rumo”.

Ainda assim, e apesar do crescimento no sector da fruta, que é aliás tema em destaque no certamente deste ano, a líder centrista lamenta que “só possa fazer uma análise muitíssimo negativa, de destruição de um caminho de confiança, de motivação, de investimento, de vontade de puxar pelo sector”.

Descomplicador:

Assunção Cristas esteve ontem de regresso à Feira Nacional da Agricultura, onde esteve nos últimos quatro anos enquanto ministra do sector. O termómetro correu a favor da líder do CDS que ouviu várias queixas ao governo actual. No fim, Assunção Cristas criticou a “governação à lá socialista” no sector agrícola.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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