Uma, duas, três demissões no Governo de Temer

Em apenas 35 dias de governo, o presidente interino do Brasil, Michel Temer, conta com mais uma demissão no executivo. O Ministro do Turismo, Henrique Eduardo Alves, pediu a demissão depois de revelações feitas no âmbito da operação Lava Jato.

Michel Temer BrasilO pedido de demissão surge depois das declarações feitas por um antigo presidente da Transpetro (subsidiária da Petrobrás), Sérgio Machado, que acusa o ministro de receber subornos na ordem dos 1,55 milhões de reais, qualquer coisa como 397 mil euros. O dinheiro recebido era uma “doação eleitoral” para pagar a campanha de Eduardo Alves em 2014 ao governo do Rio Grande do Norte.

Na carta de demissão enviada ao Presidente, Alves diz “não querer criar constrangimentos para o governo e que o momento nacional exige atitudes pessoais em prol do bem maior”.

Já lá vão três

Desde que iniciou funções, Michel Temer conta com três baixas no governo. O primeiro foi Romero Jucá. O ex-ministro do planeamento é investigado no processo Lava Jato por desvio de recursos e crimes eleitorais. Deixou o cargo depois de ter sido apanhado em escutas em que planeava “estancar” o mais processo anti-corrupção no Brasil.Ministro do turismo aĚ direita

Fabiano Silveira também não resistiu ao Lava Jato. O ex-ministro da transparência, fiscalização e controlo também foi apanhado em escutas onde aconselha o presidente do Senado brasileiro, Renan Calheiros, a defender-se da operação na qual também está envolvido.

Michel Temer assumiu em Maio provisoriamente a Presidência da República depois de o Senado brasileiro ter aprovado a destituição de Dilma Rousseff. Em meados de Setembro o Senado volta a votar o impeachment. Se for aprovado, Dilma vai a julgamento pelos crimes de que é acusada. Se os senadores chumbarem a destituição, a presidente cessante reassume a presidência do país.

Descomplicador:

Dilma Rousseff foi destituída da Presidência da República depois do Senado ter aprovado o impeachment. O vice-presidente assumiu interinamente o cargo de Presidente e, 35 dias depois de tomar posse, já conta com três demissões no executivo.

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Publicado por: Gonçalo Nuno Cabral

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