Catarina Martins ameaça com referendo caso haja sanções da UE

No discurso de encerramento da X Convenção do Bloco de Esquerda, a coordenadora do Bloco de Esquerda, Catarina Martins, entusiasmou os delegados lançando farpas à direita e à União Europeia (UE).

DSC04333 “A União Europeia que nos prometeram é hoje uma mentira”. Foi desta forma que a líder bloquista atacou a União e as suas “chefias”, que classifica como o pior da comunidade europeia.

Catarina Martins diz que não vai ceder à chantagem europeia. Se a Comissão Europeia ativar as sanções, então “declara guerra aberta a Portugal”. E se o fizer “exigindo mais impostos”, então “declara guerra a Portugal”. A líder bloquista admitiu que se esse dia chegar, então será preciso convocar um “referendo para tomar posição contra a chantagem” da União Europeia. Ainda assim, Catarina Martins diz que o Bloco de Esquerda “é e sempre será europeísta”.

Na mesma linha de crítica à União Europeia, a coordenadora do Bloco aproveitou para falar do referendo britânico que escolheu colocar o Reino Unido fora a União. “Se a UE aceitou o referendo, agora não se pode queixar dos resultados”. Apesar de se colocar ao lado dos britânicos que apoiaram a saída, Catarina Martins não espera que a União “retire as conclusões necessárias”.

No plano interno, e sob o olhar atento do secretário de estado dos assuntos parlamentares, Pedro Nuno Santos, e da secretária-geral DSC04339adjunta do PS, Ana Catarina Mendes, a líder bloquista anunciou as duas bandeiras do BE: o aumento real das pensões e o descongelamento do indexante de apoios sociais (IAS).

No final da Convenção, a Moção A, liderada por Catarina Martins, foi a mais votada com 470 votos, conseguindo 64 dos 80 mandatos. A opção R elegeu nove membros e a lista B sete.

Descomplicador:

No final da convenção do Bloco de Esquerda, Catarina Martins abordou um dos temas mais polémicos e admitiu que no futuro poderá ser necessário convocar um referendo em Portugal contra “a chantagem” da UE.

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Publicado por: Gonçalo Nuno Cabral

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