PP vence eleições espanholas e PSOE mantém 2º lugar

19h00: O PrajoyP de Mariano Rajoy venceu as eleições espanholas deste domingo. As primeiras sondagens dão a vitória ao partido do primeiro-ministro espanhol com cerca de 28,5% dos votos. Em segundo lugar está a coligação Unidos Podemos com 25,6% dos votos. Aqui estará provavelmente a grande notícia destas eleições: a coligação do Podemos, de Pablo Iglesias,  com o partido Izquierda Unida, de Alberto Garzón, ultrapassa o PSOE e situa-se como o maior partido da oposição. Assim sendo, os socialistas passam para terceiro lugar e alcançam cerca de 22% dos votos. Em quarto lugar com cerca de 12% está o partido de Albert Rivera, o Ciudadanos.

Estes são dados de uma sondagem feita à boca das urnas feita pela RTVE  em parceria com a empresa de sondagens “Sigma Dos”. Traduzindo para assentos parlamentares, o PP deve obter entre 117 e 121 lugares no parlamento espanhol. Já a coligação Unidos Podemos conquista entre 91 e 95 assentos. O PSOE passa para terceiro lugar: entre 81 e 85 deputados. Em quarto lugar, o partido de Albert Rivera, o Ciudadanos, deve conseguir entre 26 e 30 deputados.

19h18: Em relação à últimas eleições, o PP deve perder entre dois e seis deputados. Já a coligação Unidos Podemos, sobe cerca entre 20 e 24 deputados. Regista a maior subida destas eleições. Já o PSOE deve perder entre nove e cinco deputados em relação às eleições de 20 de dezembro. A maior queda é do Ciudadanos, que perde no mínimo 10 deputados.

Para obter a maioria absoluta, é necessário que se alcance pelo menos 176 assentos, do total de 350. Segundo esta sondagem, há dois cenários que podem traduzir-se em maioria absoluta no parlamento espanhol: ora o PP oferece um pacto ao PSOE; ora o Unidos Podemos faz uma coligação com o PSOE, sendo que neste caso os 176 deputados não estejam desde já garantidos.

Primeiras Reações

19h30: o Ciudadanos foi o primeiro a reagir através do vice-secretário-geral do partido. As primeiras palavras foram para a participação, que ao que tudo indica foi menor do que nas anteriores eleições. De seguida, José Manuel Villegas apelou à prudência na análise dos resultados e confessou que o partido espera obter resultados melhores do que os projetados pela sondagem.garzon

Poucos minutos depois, a coligação Unidos Podemos reagiu às primeiras projeções pela voz de Alberto Garzón. À semelhança de Villegas, lamentou os primeiros dados sobre a abstenção e aconselhou à precaução. No entanto, o líder do partido Izquierda Unida sublinhou a possibilidade de “formar um governo de esquerda”, encabeçado por Unidos Podemos e apoiado pelo PSOE.

Primeiros resultados oficiais

20h00: Os primeiros resultados oficiais confirmaram a vitória do PP mas deixaram em aberto o segundo lugar. Às 20h da noite, hora de Portugal continental, estavam apurados cerca de 12% dos resultados. Apesar de os 100% estarem ainda longe, saltava à vista uma diferença em relação aos resultados da sondagem da RTVE: o segundo lugar era ocupado pelo PSOE e não pela coligação Unidos Podemos.

É certo que com quase 90% dos resultados por apurar, as sondagens podem ainda vir a confirmar-se, mas a dúvida está já lançada: quem vai ocupar o segundo lugar? Ao longo da noite a dúvida será desfeita.

Descomplicador:

As primeiras sondagens davam a vitória ao PP, de Mariano Rajoy, e indicavam que o Unidos Podemos ultrapassaria o PSOE. No entanto, com cerca de 12% dos votos apurados os resultados apontam para que o 2º lugar venha a ser ocupado pelos socialistas, remetendo o Unidos Podemos para o terceiro lugar. A dúvida está lançada.

 

Publicado por: José Pedro Mozos

22 anos, natural de Lisboa. Aos dezasseis anos percebeu que a sua vocação era o jornalismo. Licenciado em jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Socia e pós graduado em Jornalismo Multiplataforma pela FCSH - Universidade Nova de Lisboa. Foi comentador num programa da rádio da sua faculdade sobre actualidade política; editor de música da ESCS Magazine e escreveu para o site Bola na Rede. Acredita no jornalismo como sendo um dos pilares de qualquer democracia. Atualmente, é jornalista na SIC Notícias.

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