Farage incendiou Parlamento Europeu e Juncker não se deixou ficar

Dia tenso no Parlamento Europeu com o debate sobre os resultados do referendo do Brexit. Nigel Farage, do UKIP, o partido independentista, incendiou a sessão, mas o presidente da Comissão Europeia, Jean Claude Juncker não deixou Farage sem resposta, numa sessão onde Schulz teve de intervir várias vezes.

Cartaz Brexit Nigel FarageNigel Farage, líder do UKIP, o partido que mais tem lutado pela saída do Reino Unido da União Europeia começou o discurso ao dizer que “aqueles que se riram de mim há 17 anos, agora não se riem mais”, aludindo ao facto de ter dito quanto entrou no Parlamento Europeu pela primeira vez ter dito que o seu principal objectivo era provocar a saída do Reino Unido da União Europeia.

Os apupos logo começaram, com Martin Schulz a pedir aos deputados para ouvirem toda a intervenção sem se manifestarem. Ainda assim, Farage não tirou o pé do acelerador, e logo disse que a “União Europeia está em negação” e que os deputados que integram o Parlamento Europeu “não sabem o que é ter um trabalho sério e provavelmente nunca criaram um posto de trabalho”, levando a novos apupos e a nova intervenção de Martin Schulz que pediu novamente calma aos deputados, mas que alertou Farage para o teor da suas declarações.

Quem não se deixou ficar foi o presidente da Comissão Europeia, Jean Claude Juncker que pouco depois de iniciar a sua intervenção foi longamente aplaudido por Farage respondendo que “é a última vez que aplaude aqui” e continuou: “e até diria que estou surpreendido com o facto de estarem aqui hoje. Vocês lutaram pela saída. O povo britânico votou a favor da saída. Porque é que estão aqui?”

O presidente da Comissão Europeia disse que sem uma notificação formal não será dado inicio a nenhum processo informal de saída, aguardando assim pela activação da cláusula 50 do Tratado de Lisboa.

Descomplicador:

O deputado independentista, Nigel Farage, incendiou hoje a sessão do Parlamento Europeu que discutiu os resultados do referendo britânico. Jean Claude Juncker não deixou de responder e disse que esta foi a “última vez que aplaudem aqui”.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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