Rui Moreira pede aos partidos que o presidente seja eleito pela Assembleia Municipal

Foi uma intervenção num tom mais duro do que o habitual por parte de Rui Moreira, ontem à noite na Assembleia Municipal do Porto. O presidente da Câmara do Porto voltou a criticar a actuação dos partidos face à lei eleitoral e pediu que o presidente da câmara seja o primeiro elemento da Assembleia Municipal, disponibilizando-se anda para fazer o “teste” no Porto.

Rui Moreira Nuno Nogueira SantosPara o presidente da Câmara do Porto, “deve-se avançar para um modelo parlamentar nas câmaras municipais”, criticando no entanto o acordo entre o PS, CDU e Bloco para não alterar a lei autárquica antes das eleições, mas alargando a critica a todos os que “estão no poder e nunca querem alterar a lei autárquica”.

Rui Moreira mostrou-se disponível para que no Porto “o presidente da câmara seja o presidente da lista que tiver mais votos na Assembleia Municipal”, justificando que é inútil a existência de dois órgãos, que acabam por gerar dificuldades de comunicação e duplicação de tarefas.

O presidente da autarquia portuense diz que não existem razões para “desconfiar do parlamentarismo” e diz que as “forças politicas é que não querem, têm medo do municipalismo e do parlamentarismo”, dizendo estar de acordo, caso os partidos queiram.

O autarca criticou ainda a disparidade do número de vereadores nos vários municípios e a impossibilidade de escolher deputados municipais para vereadores. Rui Moreira considera ainda que estas alterações “valorizavam as assembleias e as freguesias”. O presidente da Câmara do Porto, diz ainda que o Porto “está disponível para fazer uma experiência no Porto”.

Descomplicador:

Rui Moreira criticou, num tom mais assertivo, o modo de governação das câmaras municipais, propondo que as autarquias funcionem num modelo parlamentar e que o presidente da Câmara seja o número um da Assembleia Municipal.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

Há 1 comentário neste artigo
  1. ppsilva77@iol.pt'
    Pedro Silva at 16:23

    Acho muito bem mas com uma condição: Os Presidentes de Junta tem de deixar de ter assento nas Assembleias Municipais.
    Não faz qualquer sentido que uma pessoa eleita para gerir uma Junta de Freguesia (legalmente independente da Câmara Municipal), possa influenciar uma votação que não foi feita pelos cidadãos.
    Imaginem que numa Assembleia Municipal o partido A tem 21 deputados e o partido B tem 20 – de acordo com a vontade popular para aquele órgão em concreto. Não faz qualquer sentido que se o partido B tiver mais Presidentes de Junta que estes influenciem a votação para o Presidente de Câmara.

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