Território e recursos: o que o Estado Islâmico já perdeu

O Estado Islâmico (EI) tem vindo a perder território e recursos financeiros ao longo dos últimos tempos, em cidades do Iraque, da Líbia e da Síria. Dois anos após ter proclamado o califado, o grupo extremista, que já perdeu cerca de 45% do território controlado no Iraque e 20% na Síria, voltou a perder, no passado fim de semana, a cidade iraquiana de Fallujah.

Estado Islâmico 3Os ataques aéreos, lançados e apoiados pela coligação liderada pelos Estados Unidos da América, conseguiram limitar as movimentações dos “jihadistas”, afastando-os da exploração dos campos de petróleo, local de onde provinha a maior parte das receitas do EI.

Apesar de estas derrotas não significarem o fim do grupo extremista, os ataques efetuados na Síria, Líbia e Iraque têm sido um grande progresso para reduzir a área de atuação dos “jihadistas”.

Na Síria, as forças militares apoiadas pela Rússia já recuperaram Palmira. Raqa, a principal cidade do califado já foi alvo de grandes ofensivas militares. No Iraque, Mossul é a única cidade controlada atualmente pelo EI, apesar de estar fragmentado. Já na Líbia, as forças do governo conseguiram expulsar os combatentes do EI de um bastião em Sirte, que ocupavam desde junho de 2015.

Recorde-se que o Estado Islâmico é uma organização extremista que opera no Médio Oriente e que afirma autoridade religiosa perante todos os muçulmanos do mundo, o grupo parece ter uma nova estratégia, segundo os especialistas, que visa atacar países distantes do califado. Como exemplo temos os recentes ataques a Paris e Bruxelas, que demonstram capacidade de executar ataques complicados.

Segundo um relatório divulgado pela ONU, o EI surgiu ligado a atentados em onze países apenas no primeiro trimestre deste ano. Mais de 500 pessoas morreram nestes atentados.

Descomplicador:

Apesar dos ataques relativamente recentes em Paris e Bruxelas, o Estado Islâmico tem vindo a perder nos últimos meses uma parte significativa do seu território, perdendo assim também importantes fontes de receita provenientes da exploração de petróleo.

zybjvmxe@pwrby.com'
Publicado por: Joana Silva

20 anos, natural da Madeira. Estuda jornalismo na Escola Superior de Comunicação Social e é em Lisboa que está a dar os seus primeiros passos no jornalismo. Colabora também com o Bola na Rede.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *