“Se todos estamos sob ameaça, todos somos obrigados a responder”

Carlos Costa Neves foi Ministro da Agricultura do PSD de Santana Lopes e Secretário de Estado dos Assuntos Europeus com Durão Barroso e é actualmente enquanto deputado o presidente do Grupo Parlamentar de Amizade Portugal – Turquia, responsável pelas relações institucionais entre a Assembleia da República e a Turquia.

Carlos da Costa NevesContactado pelo Panorama após os atentados terroristas que vitimaram mais de 40 pessoas, Carlos Costa Neves diz que este ataque terrorista é “mais uma réplica de uma crescente corrente de terror que, no último ano, só na Turquia, já vitimou cerca de três centenas de pessoas“, acrescentando ainda que “este último atentado revela uma capacidade de planeamento e execução relevante e acontece numa estrutura estratégica para a economia turca e num país que é membro da NATO e candidato à União Europeia“.

Para o deputado social-democrata, este ataque terrorista, “não sendo um acto isolado, antes constituindo mais um episódio do que é a globalização do terrorismo, tem de ser enfrentado de forma coordenada“. Aliás, para Carlos Costa Neves, “a resposta só pode ser solidária e global“, tendo em conta que “se todos estamos sob ameaça, todos estamos obrigados a responder e a fazê-lo de forma articulada“.

Para além da Turquia ser membro da NATO, é ainda de relevar para o responsável pelo Grupo de Amizade Portugal – Turquia, “a União Europeia estar hoje também bem consciente de que a segurança tem de ocupar lugar central entre as suas preocupações, só se podendo esperar que esteja à altura do enorme desafio, sendo consequente na acção“, para além da NATO ter assumido já “o combate ao terrorismo como uma prioridade“, preparando-se assim “para a consagrar na Cimeira que realizará em Varsóvia no próximo mês de Julho, dentro de dias“.

Descomplicador:

Carlos Costa Neves, ex-Secretário de Estado dos Assuntos Europeus e responsável pelo Grupo de Amizade Portugal – Turquia, considera, contactado pelo Panorama, que este ataque terrorista, “não sendo um acto isolado, antes constituindo mais um episódio do que é a globalização do terrorismo, tem de ser enfrentado de forma coordenada“. Aliás, para Carlos Costa Neves, “a resposta só pode ser solidária e global“, tendo em conta que “se todos estamos sob ameaça, todos estamos obrigados a responder e a fazê-lo de forma articulada“.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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