Angola sem dinheiro para sustentar as Forças Armadas

Angola era uma potência económica até há bem pouco tempo. A queda do preço do petróleo fez com que as contas do país se desequilibrassem e agora começam a ser cada vez mais recorrentes as noticias de dificuldades de liquidez que afectam os serviços mais básicos do estado. A Sonangol, principal motor económico do país é aliás um excelente espelho da situação no país africano.

O Ministro das Finanças de Angola encontra-se actualmente na China na tentativa de desbloquear projectos que rondam os 2 mil milhões de euros. As mais recentes noticias dão conta da falta de liquidez para adquirir refeições para os militares angolanos. Segundo o Expresso, “nem nos momentos mais críticos da guerra com os sul-africanos passámos por tantas privações. Nas frentes de combate, nem o uísque faltava”, citando um oficial de infantaria.

Também na área da medicina, um hospital recentemente inaugurado começa a não ter capacidades financeiras para lidar com toda a tecnologia que foi instalada, correndo o risco de se tornar obsoleto devido à falta de liquidez imediata. Este hospital militar está neste momento sem dinheiro para coisas básicas como compressas e reagentes e viu-se obrigado a reduzir o número de utentes atendidos.

Segundo alguns especialistas ouvidos pelo semanário, a má relação entre Angola e o Fundo Monetário Internacional (FMI), pode condenar o país a passar ainda mais dificuldades, com o estado a ficar sem dinheiro para gerir os serviços da administração pública.

Para já, José Eduardo dos Santos recorreu ao Banco Angolano de Investimento para pedir um crédito de 103 milhões de dólares que permitam manter as actividades na área das Forças Armadas. Também para poupar dinheiro, Eduardo dos Santos vai conceder em Agosto uma amnistia geral para libertar 3500 prisioneiros, por não ter dinheiro para fornecer todas as refeições necessárias.

Para além destas noticias que são agora veiculadas, noutra área, tinha sido dado conta, também pelo Expresso, que os funcionários da Embaixada de Angola em Lisboa não recebiam salários há cinco meses e em Paris há três meses. No entanto, o mesmo jornal dá agora conta que a embaixada em Portugal começou já a liquidar alguns salários. Ao todo em Portugal estão empregues 80 funcionários.

Descomplicador:

A crise em Angola está cada vez mais difícil de gerir. Agora é a defesa a ficar sem recursos e a obrigar o governo a pedir um empréstimo de 103 milhões de dólares para garantir refeições aos militares. Em Agosto, José Eduardo dos Santos vai libertar 3500 prisioneiros para poupar nas refeições.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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