Fundação liderada por Alberto João Jardim em dificuldades económicas

A Fundação Social Democrata da Madeira (FSDM) está a passar por graves dificuldades económicas decorrentes da nova gestão de Miguel Albuquerque no PSD Madeira e devido aos cortes no financiamento teve que ceder o terreno onde se realiza a festa do Chão da Lagoa a um privado.

Alberto João JardimA fundação liderada por Alberto João Jardim vive essencialmente de património, mas tem agora vários edifícios sem ocupação que exigem apenas gastos com manutenção. Com património avaliado em 12 milhões de euros a Fundação Social Democrata da Madeira procura agora desfazer-se de parte desses bens para poder cumprir com as obrigações bancárias e para cortar nos gastos de manutenção.

Um dos ex-libris da fundação é a Herdade do Chão da Lagoa, onde se realiza a festa anual do PSD Madeira, mas até esse bem foi já concessionado a uma entidade privada, por forma a regularizar uma dívida que existia com a empresa que acabou por se tornar concessionária do espaço, a Critério Escolha.

A herdade foi adquirida à Fundação Berardo por 1,5 milhões de euros e a única receita que tem anualmente são os 25 mil euros do aluguer do espaço para a festa do PSD Madeira. Para além deste caso específico, a nível global, Miguel Albuquerque cortou nos gastos do PSD da Madeira, que acumulava uma dívida de cinco milhões de euros.

Uma das primeiras medidas foi cortar nos gastos com as sedes do partido. Praticamente metade das 54 sedes foram devolvidas e apenas a sede regional do partido, um edifício de quatro pisos, continua a ser utilizado pela direcção nacional, que paga uma renda mensal de oito mil euros.

A fundação acumulou ao longo dos anos uma quantidade considerável de património, incluindo a casa onde nasceu Alberto João Jardim, que foi adquirida pela fundação para transformar num museu, mas que para já é apenas o gabinete de trabalho de Alberto João.

Segundo o Público, Gil Canha, deputado independente falou já em retirar o estatuto de utilidade pública à fundação liderada por Alberto João Jardim, “por não cumprir já nenhum papel social”, não “merecendo” assim ficar isenta de impostos.

Descomplicador:

A Fundação Social Democrata da Madeira, liderada por Alberto João Jardim, tem vindo a acumular dívida e a ficar cada vez com menos receitas. A gestão de Miguel Albuquerque retirou uma grande parte das receitas da fundação, em especial com os cortes nos alugueres de sedes.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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