Legislatura termina como começou. Crispação ao máximo entre PSD e PS

A primeira legislatura, que tem fim oficial a 15 de Setembro, mas que teve hoje a última sessão plenária, terminou como começou: com uma grande crispação entre o Partido Socialista e o Partido Social Democrata. O motivo foi a eleição do presidente do Conselho Económico e Social (CES), António Correia de Campos.

Carlos CésarO acordo entre os dois maiores partidos previa a eleição de Correia de Campos para a concertação social, com o presidente do Tribunal Constitucional e o Provedor da Justiça a tocar ao PSD. Para que Correia de Campos fosse eleito eram necessários dois terços do Parlamento e na hora de votar os deputados do PSD não colaboraram, provocando assim surpresa na sala.

Dos 221 deputados presentes, apenas 105 votaram a favor de Correia de Campos, ficando aquém dos necessários para garantir a eleição do novo presidente da concertação social. Carlos César, líder parlamentar do Partido Socialista, acusou o PSD de “falta de honra parlamentar” e de “falta de ética”.

“Esperar-se-ia que, para além dos votos naturais do PS, o PSD também votasse a favor. Há partidos que dão valor aos seus compromissos e há pessoas que honram a sua palavra. Não foi o caso, nem é o caso do PSD”, disse Carlos César depois da reunião plenária que acabou por ditar a não eleição do novo presidente do CES.

Luis Montenegro, líder parlamentar do PSD mostrou também alguma surpresa com o sucedido, reforçando a “disponibilidade total” para participar na eleição de Correia de Campos. Montenegro confessou aliás que “não esperava” o resultado que se veio a registar e acrescentou que o partido “não tem nenhuma objecção” ao nome proposto.

Apesar de Carlos César adiar para Setembro a tomada de mais medidas, que podem ditar a falta de consenso para outras eleições, Luis Montenegro disse que vai “redobrar o esforço para sensibilizar os deputados do PSD” para esta matéria. Ainda assim, segundo as palavras de Carlos César, o PS não parece disposto a dar uma segunda oportunidade aos sociais-democratas.

Descomplicador:

O PSD e o PS tinham alcançado um acordo para eleger o novo presidente da concertação social, no entanto na hora de votar, Correia de Campos acabou por não ser eleito, provocando surpresa de um lado e de outro. Carlos César, líder parlamentar do PS acusou o PSD de “falta de honra parlamentar” e de “falta de ética”.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *