Donald Trump aceita nomeação e promete “lei e ordem”

Donald TrumpDonald Trump é oficialmente o candidato do Partido Republicano à Casa Branca e no discurso de aceitação foi igual a ele próprio. Prometeu “lei e ordem” e apelou ao orgulho de ser americano. Quando anunciou a sua candidatura, o multimilionário não foi levado a sério e poucos seriam aqueles que realmente acreditavam na nomeação. Certo é que, a menos de meio ano das presidenciais norte-americanas, Trump é o escolhido para representar os republicano na corrida ao cargo de Presidente dos Estados Unidos.

A nomeação foi formalizada na Convenção Republicana. À partida para o encontro a nomeação de Trump era um dado adquirdo, já que o magnata era o único candidato ainda na corrida. No entanto, era necessário formalizar a nomeação.Mas a convenção teve mais pontos de interesse para além da nomeação do candidato: as ausências de grandes nomes do partido que se recusam a apoiar Trump; o discurso da sua mulher, Melania, que terá plagiado Michelle Obama; a intervenção de Ted Cruz, que subiu ao palco para dizer aos republicanos para votarem num candidato que os represente e não necessariamente em Donald Trump; e, claro, o discurso de aceitação do agora candidato.

O candidato republicano dirigiu-se obviamente aos delegados e simpatizantes do partido republicano mas, e já antecipando aquilo que pode vir a ser a campanha presidencial, falou para todos os americanos e atacou Hillary Clinton. Donal Trump discursou durante mais de uma hora e foi ovcionado por diversas vezes. O multimilionário prometeu “lei e ordem” para conseguir trazer “segurança, prosperidade e paz” ao país e não deixou de culpar a administração Obama pela divisão do país e pela desigualdade que considera existir nas cidades do interior dos Estados Unidos.

O magnata acusou Hillary Clinton de ter tido um mau desempenho enquanto Secretária de Estado no primeiro mandato de Obama. Para Trump, a presumível candidata democrata apenas conseguiu, enquanto governante, deixar um legado de “morte, destruição, terrorismo e fraqueza”. Culpou-a pelo crescimento e expansão do Daesh, pelo “caos que é o Iraque”, pela situação na Síria e pelo reforço nuclear do Irão.

Donald Trump fechou assim uma convenção polémica e atípica, que o elegeu como candidato republicano e que mostrou a falta de unanimidade que existe no interior do partido em torno da sua nomeação. No fim do discurso e da convenção há uma coisa que é clara: Trump continua a ser Trump, gerador de ódios e paixões. As baterias estão carregadas para atacar Hillary Clinton e para disputar a corrida à Casa Branca atá ao último dia de campanha.

Descomplicador:

Donald Trump já é o candidato republicano à Casa Branca. O multimilionário encerrou a convenção que formalizou a sua nomeação com um discurso em que prometeu “lei e ordem” e onde não faltaram as referências xenófobas.

Publicado por: José Pedro Mozos

23 anos, natural de Lisboa. Aos dezasseis anos percebeu que a sua vocação era o jornalismo. Licenciado em jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social e pós graduado em Jornalismo Multiplataforma pela FCSH – Universidade Nova de Lisboa. Entre março de 2016 e junho de 2017 passou pela SIC Notícias. Faz parte da editoria de política da Revista VISÃO desde julho de 2017. Acredita no jornalismo como sendo um dos pilares de qualquer democracia. Atualmente, faz parte do Conselho Editorial do Panorama.

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