Os momentos que emocionaram os democratas (e alguns insultos a Trump)

Foi uma semana cheia: depois de nos dias anteriores Trump ter brindado os americanos com um discurso em que oferecia uma solução para a América – a sua governação – e de a sua mulher, Melania, se ter “inspirado” no discurso de Michelle Obama de 2008, chegou a vez da convenção democrata.

O Panorama recorda os momentos que emocionaram os democratas nesta convenção marcada pelo apoio de pesos pesados a Hillary Clinton:

Hillary Clinton Barack Obama“Todas as manhãs acordo numa casa construída por escravos”, enfatizou Michelle Obama para abrir a convenção, num dos discursos mais políticos – e poderosos – dos seus oito anos enquanto primeira dama. Numa intervenção em que salientou que o seu papel e o do seu marido foi dar o exemplo não só às filhas de ambos, Sasha e Malia, como a todas as crianças norte-americanas, Michelle deu um forte apoio a Hillary Clinton e recordou que deve ser uma pessoa competente e ponderada a assumir o cargo de presidente – afinal, as grandes decisões não se tomam “em 140 caracteres”, defendeu.

Forte foi também o discurso do seu marido e atual presidente Barack Obama, que optou por relembrar a experiência e competência de Hillary – por oposição ao seu adversário, Donald Trump. “Nada te prepara para as exigências da Sala Oval. Até te sentares naquela secretária, não sabes como é gerir uma crise global ou enviar jovens para a guerra. Mas Hillary esteve lá: ela foi parte dessas decisões. (…) E é por isso que eu posso dizer com confiança que nunca houve um homem ou uma mulher – nem eu, nem Bill [Clinton] – mais qualificado do que Hillary Clinton para servir como presidente dos Estados Unidos”.

Bill ClintonPor entre nomes bem conhecidos de Hollywood, como Meryl Streep, que lembrou a obra de sufragistas norte-americanas célebres, ou Lena Dunham, chegou o apoio mais previsível: o do marido, Bill Clinton. Num discurso emotivo, o ex-presidente assegurou estar a apoiar “a melhor amiga”: “Ela irá fortalecer-nos. Vocês sabem-no, porque ela passou uma vida inteira a fazê-lo. Espero que vocês o façam também. Espero que a elejam.” E claro, o apoio não estaria completo sem a história inicial sobre como conheceu uma loira de óculos grossos na biblioteca da universidade, sob o olhar aprovador da filha Chelsea nas bancadas.

A própria Hillary interveio na quinta-feira de noite em Filadélfia, madrugada de sexta em Portugal, enfatizando o facto de esta ser uma nomeação histórica: “Hoje atingimos um marco na marcha da nossa nação em direção para uma união mais perfeita: a primeira vez que um dos principais partidos nomeia uma mulher para Presidente(…) Quando uma barreira cai para alguém na América, abre o caminho para todos.” Boa parte do discurso foi dedicado ao opositor Trump, ou não fosse esta uma oportunidade para Hillary se mostrar como o lado do bom senso na corrida à Casa Branca.

Pelo meio, tivemos Khizr Khan, pai de um militar norte-americano muçulmano morto no Iraque em 2004, a discursar diretamente para Trump – “Se fosse por Donald Trump, o meu filho nunca teria vindo para a América” – e Kareem Abdul-Jabbar, ex-estrela da NBA, a criticar o candidato republicano pelo racismo e preconceito em relação ao Islão. No final da convenção, uma certeza – a corrida já parece longa e de loucos, mas só agora é que ela está a começar.

Descomplicador:

A convenção democrata terminou esta quinta-feira à noite nos Estados Unidos com um discurso da candidata oficial, Hillary Clinton. O Panorama compilou todos os momentos que marcaram o evento.

 

Publicado por: Mariana Lima Cunha

21 anos, natural de Oeiras. Licenciada em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social e pós-graduada em Comunicação e Marketing Político pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas. Jornalista online do Expresso

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