Panama Papers forçam eleições antecipadas na Islândia

O escândalo dos Panama Papers forçou a Islândia a convocar eleições antecipadas, devido à demissão de Davíð Gunnlaugsson, apanhado em directo no meio do furacão que foi o caso quando surgiu na imprensa internacional. O agora Primeiro-Ministro em funções quer convocar eleições antecipadas.

FILE - This is a Wednesday June 19, 2013 file photo Iceland's Prime Minister Sigmundur David Gunnlaugsson  speaks during a press conference in Stockholm. The release of a trove of documents on offshore financial dealings of wealthy, famous and powerful people is raising questions over the use of such tactics to avoid taxes and financial oversight. Reports by a media coalition on an investigation with the International Consortium of Investigative Journalists brought to light details of offshore assets and services of politicians, businesses and celebrities, based on 11.5 million records.  Sigmundur David Gunnlaugsson has been named in the documents about offshore financial dealings,  (Bertil Enevag Ericson, TT, File via AP ) SWEDEN OUT

“Olhando para a forma como as discussões evoluíram no Parlamento nesta primavera e verão, esperamos que isso aconteça”. O “isso” são eleições antecipadas e as declarações são de Sig­urður Ingi Jó­hanns­son, actual Primeiro-Ministro em funções na Islândia.

A ideia é marcar eleições para o dia 29 de Outubro, depois de Jóhannsson ter pedido aos líderes dos partidos com assento parlamentar para anteciparem as eleições em seis meses, restabelecendo assim mais cedo a normalidade no país.

O caso de Davíð Gunnlaugsson, ex-Primeiro-Ministro, foi um dos mais polémicos dos Panama Papers, pelo facto de uma empresa da sua mulher, uma sociedade off-shore, ter estado directamente envolvida nas negociações com os credores quando a banca islandesa faliu.

Quando o escândalo foi descoberto, foram organizadas na Islândia grandes manifestações, que levaram à demissão de Davíð Gunnlaugsson. Para além das eleições antecipadas para Primeiro-Ministro, em Junho foi eleito um novo presidente islandês, que apostou numa campanha anti-corrupção e anti-sistema.

Descomplicador:

A Islândia vai promover eleições antecipadas depois do ex-Primeiro-Ministro se ter demitido no âmbito do escândalo dos Panama Papers. Em Junho foi eleito um novo presidente, após uma campanha anti-corrupção e anti-sistema.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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