Ministra da Administração Interna considera que politica tem um “elevado número de sindicatos”

A Ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, mostrou vontade em alterar as regras no que toca ao funcionamento dos sindicatos nas forças policiais. Questionada pelo Diário de Noticias sobre o tema, Constança Urbano de Sousa considera que o elevado número de estruturas não traz vantagens ao funcionamento das forças de autoridade.

Policia PSP“A existência de um elevado número de sindicatos na PSP, alguns com muita reduzida representatividade, conduz a uma diluição do peso negocial na defesa de interesses colectivos, em prejuízo destes, da liberdade sindical e do funcionamento da instituição”, disse Constança Urbano de Sousa sobre o funcionamento da actividade sindical na Policia de Segurança Pública.

Ao todo são 15 sindicatos, com 2740 dirigentes e delegados, que gozaram 32 mil dias de dispensa em apenas um ano. O facto de cada dirigente poder gozar de quatro dias por mês e cada delegado de 12h, leva a que todos os meses nove mil turnos tenham que ser alterados devido às benesses sindicais.

Constança Urbano de Sousa considera que “é necessário pensar seriamente no aperfeiçoamento dos mecanismos legais de representatividade sócio-profissional da PSP, que permita manter os princípios subjacentes à liberdade sindical e o direito de negociação colectiva, garantindo ao mesmo tempo o seu genuíno exercício em benefício do interesse público e dos interesses dos associados”, um tema onde até Arménio Carlos, líder da CGTP está de acordo.

Para o líder sindical, “a vida já demonstrou que a proliferação de sindicatos fragiliza o poder negocial e nada tem trazido de vantagens aos trabalhadores, neste caso aos polícias. Além de que as entidades patronais, neste caso o governo, sabem bem aproveitar essas divisões contra os interesses dos profissionais”, reconhecendo que não conhece outro sector assim.

Descomplicador:

A Ministra da Administração Interna, Constança Urbano de Sousa, considera que o excesso de sindicatos na PSP prejudica a luta das forças de segurança. A mesma opinião tem o líder da CGTP, Arménio Carlos.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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