Em Espanha vira o disco e o Rei diz o mesmo

Em Espanha a indefinição politica está para durar. Depois de falhadas as duas votações para a investidura de Mariano Rajoy como chefe de governo com plenos poderes, o Rei Filipe VI foi “obrigado” a repetir um discurso que tinha adoptado já no passado. O monarca quer que os partidos cheguem a acordo e para já não vai convocar novas rondas de audição, esperando que os partidos possam alcançar entendimentos.

Filipe VI Rei de Espanha

“Sua Majestade comunicou-me a sua decisão de não iniciar, por enquanto, novas consultas”, disse a presidente do Congresso dos Deputados, Ana Pastor, depois de ter falado com Filipe VI. Para já a intenção do Rei de Espanha é que os partidos tomem a iniciativa de encetar novos contactos, para que possam chegar a um acordo que permita a investidura de Mariano Rajoy como Primeiro-Ministro.

Para já, Pedro Sanchez, líder do PSOE, parece estar disposto a assumir esse papel, marcando novas audiências com todos os partidos, mas salienta que não se está a “posicionar para assumir a liderança”, mantendo esse papel do lado de Rajoy, líder do Partido Popular. Ainda assim, o líder socialista refere estar disposto a falar com todos os partidos, “desde os nacionalistas ao PP [Partido Popular], desde Podemos aos Ciudadanos”.

Na última votação, Mariano Rajoy registou 180 votos contra e 170 votos a favor, não conseguindo assim a maioria simples necessária. Os partidos têm agora dois meses para chegarem a acordo, caso contrário o Rei Filipe VI terá que marcar novo acto eleitoral, o terceiro em menos de um ano, e que vai coincidir com o Dia de Natal, 25 de Dezembro. Para já continua a ser Mariano Rajoy o nome indicado para chefiar o governo e o líder do PP conta até com o apoio do Ciudadanos, precisando ainda assim de mais seis votos para garantir a sua tomada de posse.

Descomplicador:

O Rei Filipe VI de Espanha optou por não marcar nova ronda de audiências com os partidos depois do falhanço da investidura de Mariano Rajoy no governo. O líder espanhol vai aguardar para que os partidos possam chegar a consenso entre si e para que o líder do PP consiga mesmo tomar posse como chefe do governo com plenos poderes, algo que falhou já por quatro vezes desde as primeiras eleições desta série.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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