CDS da Madeira pede plano de contingência para receber emigrantes da Venezuela

O líder do CDS Madeira, António Lopes da Fonseca, alertou o Governo Regional para a necessidade de preparar um plano de contingência para receber os emigrantes que pretendam deixar a Venezuela. A crise económica que se vive no país americano pode provocar a fuga de centenas ou milhares de emigrantes que procurem fugir da situação “explosiva” que se vive no país. O líder venezuela, Nicolas Maduro, está a ser cada vez mais contestado.

Nicolas Maduro

“Exortamos o Governo Regional, conjuntamente com o Governo da República, a estabelecer esse plano de prevenção para precaver um eventual regresso de centenas ou até de milhares de madeirenses que vivem naquele país”, disse António Lopes da Fonseca, na Festa dos Romeiros, em Chão dos Louros, no concelho de São Vicente. O líder regional do CDS considera que “a situação é explosiva e pode desembocar num regresso. Temos de estar preparados para os receber”, considera.

Para António Lopes da Fonseca a situação atinge uma gravidade maior no caso de “o governo não estar preparado para eventualidade do regresso de centenas de pessoas que queiram fugir à situação de conflito que facilmente por desembocar na Venezuela”, falando mesmo na eclosão de “uma guerra civil”. Para Lopes da Fonseca, o executivo de Miguel Albuquerque tem sido “passivo” nesta matéria.

Já o Secretário Regional dos Assuntos Parlamentares e Europeus, Sérgio Marques, considerou num debate potestativo no Parlamento madeirense que este “plano de contingência não será necessário”, afirmando que “as coisas irão compor-se” na Venezuela e que para além disso, o governo está “empenhado em garantir que a região esteja preparada para as necessidades e dificuldades com que se venha a confrontar”.

Descomplicador:

O presidente do CDS da Madeira, António Lopes da Fonseca, pediu ao Governo Regional que crie um plano de contingência para receber os emigrantes madeirenses na Venezuela, devido à situação “explosiva” que se vive no país. A grave crise económica tem feito aumentar a contestação ao líder venezuelano, Nicolas Maduro.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *