Marinho e Pinto quer aproveitar autárquicas para relançar PDR

Marinho e Pinto quer aproveitar as eleições autárquicas de 2017 para dar um novo impulso ao Partido Democrático Republicano (PDR). O escândalo de um vice-presidente que participou num homicídio é uma mancha na história do partido, mas que o eurodeputado pretende fazer esclarecer ao imprimir uma nova dinâmica nas eleições locais agendadas para o próximo ano.

Marinho e Pinto

“Estamos parados deliberadamente para reflectir sobre o tipo de partido que somos e queremos ser e o tipo de intervenção que queremos ter na sociedade” diz Marinho e Pinto ao jornal Expresso, quando questionado sobre a falta de actividade do partido. Em breve vai decorrer um Conselho Nacional para demitir os órgãos da mesa, e Marinho e Pinto avisa que “estão a sair pessoas que nunca deviam ter entrado e vão sair mais”.

A prisão do vice-presidente Pedro Grancho Bourbon e de outros três militantes por terem participado num rapto e homicídio foi uma mancha na história do partido, mas que Marinho e Pinto pretende ultrapassar imprimindo uma nova dinâmica à estrutura.

O eurodeputado adiantou ainda ao semanário que tem estado a pagar algumas despesas de campanha nos últimos meses, lamentando que não tenha conseguido controlar os gastos de alguns dirigentes que “gastou a pensar que íamos ter um grupo parlamentar”. Apesar de não ter eleito nenhum deputado, o PDR conquistou mais de 50 mil votos, garantindo assim uma subvenção estatal de 170 mil euros por ano.

As autárquicas são agora o grande objectivo para relançar o partido, com Marinho e Pinto a afirmar que “queremos ter uma boa participação nas eleições autárquicas e estamos a lançar as bases para um trabalho político” e acrescentando que “o PDR quer fazer em Portugal o que Bernie Sanders fez nos Estados Unidos: uma profunda revolução democrática”, explicando que “Bernie Sanders perdeu, mas o projeto não morreu. Não haverá nenhuma reforma importante se não se reformar o sistema político partidário”, sendo este também o objectivo do PDR para Portugal.

Descomplicador:

Marinho e Pinto explicou ao Expresso que o PDR está “parado propositadamente” e que as autárquicas serão o momento em que a estrutura ganhará uma nova dinâmica. O pagamento de dividas e a reformulação de alguns dos órgãos dirigentes são as tarefas que Marinho e Pinto está actualmente a cumprir.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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