Muda de curso

Violência no NamoroA escola deve ser, para lá de um palco de evolução intelectual nas mais diversas áreas do saber, um espaço de crescimento pessoal com o intuito de criar cidadãos mais envolvidos, solidariamente interventivos e socialmente responsáveis. A escola, desde tenra idade e nos mais diversos graus de ensino, pelas suas múltiplas particularidades, tem a responsabilidade de educar, sensibilizar e alertar para o que está errado e deve ser corrigido na nossa sociedade.

 

O ensino superior não deve fugir a este chamamento. A promoção da intervenção social por parte dos estudantes da Academia do Porto já há muito é um desígnio da Federação Académica do Porto e das suas associações de estudantes. Promover o apoio intergeracional colocando estudantes e idosos a partilhar a mesma habitação (Projeto Aconchego), colocar os estudantes da Academia a intervir diariamente em bairros desfavorecidos da cidade do Porto no apoio a crianças e idosos (FAP no Bairro), incentivar dádivas de sangue (Mega Dádiva de Sangue e Medula Óssea) ou ainda a potenciar a saúde e os hábitos de vida saudável da população da cidade (Semana da Saúde e Desporto) são exemplos do que de positivo já se faz nesta matéria, atividades onde participam ativamente as associações de estudantes do Porto. Para lá destas, as associações de estudantes promovem, muitas delas, as suas próprias atividades de intervenção social o que aumenta muito o alcance e a força de uma Academia onde o pluralismo e a união são chave e exemplo na sua atuação.

Violência no Namoro

Para lá destes temas, por vezes, surgem outros não tão badalados mas que merecem a nossa atenção. Desta vez é a violência no namoro. Enquadrando o desafio da Secretária de Estado para a Cidadania e Igualdade, Catarina Marcelino, as federações e associações académicas e de estudantes estão fortemente envolvidas na campanha “Muda de curso: violência no namoro não é para ti”.

A campanha, que ganha dimensão com a escolha deste tema para Semana de Receção ao Caloiro da Academia do Porto, pretende sensibilizar a comunidade académica de que a violência nas relações não é normal e que as vítimas devem denunciar os agressores, evitando desde início a propagação de fenómenos percursores de casos de violência doméstica. Ademais, um dos grandes desafios passa por mostrar que, estando associada a comportamentos como agressão física, a violência está presente em muitos outros, sobretudo numa época determinadamente digital. Invadir o espaço privado, o telemóvel ou o e-mail, não são comportamentos aceitáveis numa sociedade evoluída.

E bem ao estilo de Gandhi, devemos ser a mudança que queremos ver no mundo. Por isso, muda de curso: violência no namoro não é para ti.

Publicado por: Daniel Freitas

Presidente da Federação Académica do Porto. Mestre em Engenharia Informática e de Computação pela Faculdade de Engenharia do Porto e actualmente a estudar Engenharia de Serviços e Gestão.

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