“Já não era primeiro-ministro da austeridade, era o da recuperação económica”

Pedro Passos Coelho fez o balanço de um ano de acordo entre as esquerdas e do fim do seu, curto, segundo executivo, aos microfones da Rádio Renascença, onde defendeu o seu último ano de governação e onde revelou quais as linhas orientadoras das propostas do PSD para alteração do actual Orçamento do Estado.

Pedro Passos Coelho

O PSD vai apresentar este ano propostas de alteração ao Orçamento do Estado, ao contrário do que fez no primeiro orçamento do executivo de António Costa. Ainda assim, Passos Coelho diz que “há uma coisa que não posso resolver: a desconfiança que os mercados possam ter da solução política que suporta este Governo”, considerando esse o “pecado original da actual situação”. O líder social-democrata diz ainda que o PSD nunca esteve fechado a acordos pontuais com o PS.

Passos Coelho puxa até do seu passado como Primeiro-Ministro para afirmar que “ninguém pode acreditar com sinceridade que eu, que lutei tanto para que o país saísse do atoleiro em que estava, esteja agora interessado em que o país fique no atoleiro, para que eu seja necessário. A última coisa que quero fazer é ir para o Governo gerir resgates do país, isso seria um absurdo”, desejando até um “melhor futuro” para si.

Apesar dos três anos de troika, Pedro Passos Coelho considera ainda que no último ano já estava a mudar a sua imagem ao ser “o da recuperação económica do país e foi por isso, presumo eu, que as pessoas me deram a vitória eleitoral”. O líder do PSD lamenta que os socialistas critiquem e recusem qualquer proposta apresentada pelos sociais-democratas, apontando a Segurança Social como uma das áreas onde o PS não reconhece o problema de “insustentabilidade”.

Descomplicador:

Pedro Passos Coelho fez o rescaldo de um ano de acordo de esquerdas, criticando a postura do PS face às propostas apresentadas pelo Partido Social Democrata e recusando a imagem de que era o Primeiro-Ministro da austeridade.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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