Quatro anos passaram sobre a carga policial no Parlamento

Portugal é conhecido como um país de “brandos costumes” e o ex-Primeiro-Ministro, Pinheiro de Azevedo, já dizia em tempos que “era só fumaça”. No entanto, a 14 de Novembro de 2012, um ano e cinco meses depois de Passos Coelho ter sido eleito, o governo PSD/CDS passou por um dos momentos mais difíceis no que toca à revolta popular.

Manifestação Parlamento Assembleia da República Pelas 18h15 de Quarta-Feira, 14 de Novembro de 2012, uma manifestação contra o Orçamento do Estado para 2013 e com forte presença de estivadores, que à época lideravam a contestação social, terminou da pior forma, com uma carga policial da PSP sobre os manifestantes ainda presentes no local e que espalhou o caos pelas ruas envolventes e se prolongou até à zona de Santos.

Após várias horas de arremesso de pedras, garrafas, caixotes do lixo, o Corpo de Intervenção da PSP carregou sobre os manifestantes com a ajuda de cães, tendo ficado feridos mais de uma dezena de agentes. Um foco de incêndio chegou a estar activo em frente ao Parlamento.

Pelas 21h a situação estava já estabilizada em frente à Assembleia da República mas os confrontos espalharam-se pela zona envolvente, na Calçada da Estrela na Avenida D. Carlos, até à zona de Santos, onde os manifestantes mantiveram o arremesso de objectos e a queimar caixotes do lixo.

Miguel Macedo, Ministro da Administração Interna, reagiu ao final do dia, assumindo a responsabilidade pela actuação da policia embora tenha dito que a ordem de carregar não tivesse partido do seu ministério.

Apesar da manifestação “Que se lixe a troika” ter ficado conhecido como o maior da “fase-troika” pela qual passou o país, a de 14 de Novembro ficou na memória como uma das mais agressivas dos últimos anos.

Descomplicador:

Há quatro anos atrás decorreu uma das manifestações mais violentas de que há memória nos últimos anos, com a policia a carregar sobre os manifestantes em frente à Assembleia da República.

 

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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