No país da “tranquilidade” e da “estabilidade”

O retrato foi desenhado durante as Jornadas Parlamentares do PS na Guarda, encerradas esta terça-feira e marcadas por um tom otimista de vários dos protagonistas políticos que marcaram presença – entre eles estiveram várias das figuras principais do Governo, com a noticiada ausência do ministro das Finanças, Mário Centeno. Esta tarde, o primeiro-ministro defendeu que Portugal respira um “clima de tranquilidade”.

António CostaDevolvemos ao país a normalidade. O país respira um clima de tranquilidade, com as famílias e as empresas a já não viverem no sobressalto do que poderá acontecer no dia seguinte”, explicou o primeiro-ministro, salientando que com o novo acordo à esquerda o Governo deu finalmente “paz” ao Tribunal Constitucional e conquistou um clima de “excelentes” relações institucionais entre o Presidente da República, a Assembleia da República, os demais órgãos de soberania e as autarquias locais, conforme cita a Agência Lusa.

António Costa aproveitou, depois da crise política que se viveu no final do último ano e das promessas de virar a página da austeridade, para salientar que neste ano de Governo chegaram ao fim problemas como “a incerteza de planos B do Estado, ou a necessidade de apresentação de orçamentos retificativos”.

Mas numa altura em que o Executivo se concentra em salientar os números positivos da economia portuguesa, António Costa não foi o único membro do Governo a transmitir uma ideia de calma e tranquilidade. Aproveitando o clima após as recentes eleições norte-americanas, também Pedro Nuno Santos, secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares, falou da situação portuguesa por comparação para sublinhar que o país evita rupturas e divisões sociais.

“Estamos em Portugal numa ilha de estabilidade. Quando olhamos para o que acontece no mundo, seja nos Estados Unidos ou na União Europeia, onde a incerteza política é grande, olhamos para Portugal como um espaço de estabilidade”, assegurou Pedro Nuno Santos, aproveitando para elogiar o acordo dos partidos à esquerda, que diz dar espaço a uma “democracia mais rica e plural”. Na mesma intervenção, que aconteceu esta terça-feira nas Jornadas Parlamentares do partido, o secretário de Estado insistiu mesmo que a situação estável atual que Portugal vive é de “fazer inveja à grande parte dos nossos parceiros europeus”, cita o “Público”.

Mostrando-se “orgulhoso” do trabalho que o Governo PS está a fazer, Pedro Nuno Santos insistiu na ideia que marcou o evento: “Devemos vincar isso todas as vezes que for possível”.

Descomplicador:

As Jornadas Parlamentares do Partido Socialista foram esta terça-feira encerradas e o clima foi de orgulho e satisfação entre as principais figuras do Governo, que salientaram a estabilidade vivida no momento político português.

Publicado por: Mariana Lima Cunha

21 anos, natural de Oeiras. Licenciada em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social e pós-graduada em Comunicação e Marketing Político pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas. Jornalista online do Expresso

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