Trump ameaça pôr fim ao acordo Estados Unidos/Cuba

Donald Trump recuou já em várias intenções que tinha no que toca a desfazer o trabalho de Barack Obama, no entanto a relação entre os Estados Unidos da América e Cuba ainda não foi uma delas. O presidente-eleito não se juntou ao coro de elogios a Fidel Castro, apelidando-o de ditador e aproveitou a morte do líder da Revolução Cubana para deixar explicitas as suas condições para a manutenção do acordo entre os dois países.

Obama Raul Castro

Direitos humanos e abertura da economia são dois temas-chave em que Cuba terá que dar passos caso queira manter a politica de abertura com os Estados Unidos da América, disse Donald Trump. O presidente republicano avisa que “se Cuba não estiver disposta a fazer um acordo melhor para o povo cubano, para os cubanos-americanos e para os Estados Unidos, no seu conjunto, porei fim ao acordo”.

Nas eleições primárias Trump mostrou-se até um adepto da abertura da relação com Cuba, mas na corrida à Casa Branca na Flórida o agora presidente voltou com a palavra atrás, garantindo que a relação só se manterá caso se “restaure a liberdade na ilha”.

Trump apelidou Fidel Castro de um “brutal ditador”, adiantando em reacção à sua morte que fará “tudo o que for possível para assegurar que o povo de Cuba possa iniciar finalmente o seu caminho para a prosperidade e liberdade”. Recorde-se que Obama repôs as relações com Cuba em Dezembro de 2014, mas não conseguiu conquistar tudo aquilo que pretendia no que toca à abertura de relações entre os dois países.

Descomplicador:

Donald Trump avisou já Cuba que só com uma evolução nos direitos humanos e com uma maior abertura da economia é que a relação entre os dois países pode continuar a crescer. O presidente-eleito não esteve com meias-medidas na reacção à morte de Fidel Castro.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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