Currículos fazem mais duas baixas no Governo

Os currículos fizeram mais duas baixas na lista de assessores do Governo de António Costa. Depois do caso de Rui Roque e de Nuno Félix, o executivo socialista passou em revista os currículos dos assessores governamentais e outros dois acabaram por sair: um devido a uma falsa licenciatura e outro devido a uma nota curricular que gerou muitos comentários na opinião pública.

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Depois dos casos revelados no final de Outubro pelo Observador, vários ministérios resolveram passar em revista as notas curriculares dos assessores governamentais, para detectar se existiam mais erros nas notas publicadas em Diário da República. Após a revisão das informações dois elementos acabaram por sair, um ligado ao gabinete do Secretário de Estado dos Assuntos Parlamentares e outro no Ministério do Mar.

No gabinete de Pedro Nuno Santos, Carla Fernandes, assessora de imprensa, foi exonerada, tendo o Secretário de Estado confirmado essa informação ao Observador. “Quando os casos das falsas licenciaturas foram conhecidos, fizemos um despiste para tentar encontrar qualquer situação do género que não estivesse identificada nos currículos. Pedimos entrega de certificados de habilitações, mas a Carla não entregou e disse que não tinha forma de entregar e pediu a exoneração. Não ignorámos a mentira, mas não foi preciso tomar a iniciativa porque ela pediu a exoneração”, esclarece Pedro Nuno Santos.

Carla Fernandes tinha exercido já funções nos executivos de José Sócrates, onde surgia como licenciada. No executivo de António Costa a informação oficial indicava já o grau de bacharel, não conseguindo no entanto entregar o certificado de habilitações que comprovasse o que foi declarado na nota curricular.

No Ministério do Mar verificou-se mais uma exoneração, neste caso, de Fausto Coutinho. O ex-director de informação de rádio do grupo RTP, que chegou a aconselhar Passos Coelho nas legislativas, foi nomeado por Ana Paula Vitorino e apesar de não ter mentido a sua nota curricular gerou muito ruído na opinião pública. Fausto Coutinho informou que: “Em 2005, matriculou-se na Universidade Lusófona de Lisboa que, devido à sua intensa actividade profissional, não chegou a frequentar”.

Na ressaca do caso das licenciaturas esta informação acabou por gerar vários comentários e Ana Paula Vitorino não se sentiu confortável com a situação, exonerando assim o seu assessor de imprensa. Entre todos os ministérios alguns optaram por realizar uma revisão formal dos currículos, enquanto outros fizeram-no de forma mais informal, acreditando a maioria na “boa fé” da palavra dos assessores.

Descomplicador:

O executivo de António Costa fez uma revisão das notas curriculares dos seus assessores e acabou por exonerar outros dois para além dos dois que tinham já saído devido a falsas licenciaturas. Após o processo de revisão foi detectada outra licenciatura falsa e uma outra nota curricular gerou mal estar no Ministério do Mar.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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