O dia do juramento de “Tony” Guterres

“Hoje as guerras não têm vencedores. Todos perdem” é uma das frases fortes do discurso de juramento de António Guterres, que decorreu hoje no edifício das Nações Unidas em Nova Iorque, nos Estados Unidos da América. Marcelo Rebelo de Sousa e António Costa assistiram na primeira fila à tomada de posse de “Tony” Guterres.

Guterres traçou um retrato do actual estado do mundo, como que estabelecendo um ponto de partida para a sua actuação enquanto Secretário-Geral das Nações Unidas. “Alguns descreviam este momento como o fim da história (…) mas o fim da Guerra Fria não foi o fim da história. Pelo contrário, a história estava simplesmente congelada em alguns sítios”, disse o ex-Primeiro-Ministro recordando os tempos que viveu em Portugal.

“Um pouco por todo o lado, os eleitores não hesitaram em rejeitar o status quo e o que quer que os políticos levaram a referendo”, disse, referindo-se indirectamente a fenómenos como o Brexit, Donald Trump ou até ao referendo italiano.

Fugindo directamente ao tema Donald Trump, António Guterres vincou a necessidade de reformar as Nações Unidas, lamentando que: “o medo está a conduzir as decisões de muitas pessoas no mundo” e que a prioridade deve ser assim, “reconstruir as relações entre pessoas e os líderes nacionais e internacionais. É tempo para os líderes ouvirem e mostrarem que se preocupam com as pessoas, é tempo para a estabilidade global e a solidariedade de que todos dependemos. É tempo para as Nações Unidas identificarem falhas e reformarem a sua forma de actuar”.

O agora líder das Nações Unidas, que inicia o seu trabalho em Janeiro, reforçou que se vai “envolver pessoalmente através dos meus bons ofícios na resolução dos conflitos, mas constitui uma mais-valia reconhecer o papel primordial dos estados membro”, pedindo assim aos países que não se responsabilizem e dizendo saber que “o secretário-geral não é o líder do mundo” mas sim “um valor acrescentado” e um “apoio” aos lideres dos países.

Descomplicador:

António Guterres prestou hoje juramento em Nova Iorque, no edifício das Nações Unidas, onde disse saber que “o secretário-geral não é o líder do mundo” mas sim “um valor acrescentado” e um “apoio” aos lideres dos países.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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