Manifesto pede mais democracia nas escolas

Foi lançado ontem no jornal Público um manifesto que pede mais democracia nos órgãos de decisão das escolas portuguesas. O Manifesto pela Democracia nas escolas pretende lançar o debate sobre o modelo de gestão e de direcção dos estabelecimentos de ensino, desde o pré-escolar até ao secundário.

À passagem dos 40 anos da Lei de Bases da Educação, o manifesto considera que “o modelo de gestão democrática das escolas foi adquirindo maturidade, designadamente através da eleição dos Conselhos Directivos e do envolvimento dos diferentes actores educativos”, mas que através dessa mesma Lei de Bases, se assistiu a “uma crescente desvalorização da cultura democrática nas escolas e à anulação da participação colectiva dos professores, dos alunos e da comunidade educativa”.

Os subscritores lamentam assim a “tendência para a sobrevalorização da figura do(a) director(a) de escola ou de agrupamento de escolas, sendo, ao mesmo tempo, subalternizado o papel de todos os outros órgãos pedagógicos, e desencorajada a participação de outros elementos da comunidade escolar”, considerando assim que “quanto mais democrática, participativa e inclusiva for a Escola, melhor será o futuro da Democracia”

O manifesto lança um “apelo para um amplo debate por um modelo de direcção e gestão alternativo, condição de uma Escola Pública com qualidade democrática, científica e pedagógica, capaz de compatibilizar os desafios da aprendizagem para todos e todas com práticas inovadoras de cidadania crítica e emancipatória”.

Este Manifesto pela Democracia nas escolas é subscrito entre outros, por personalidades como Alexandra Lucas Coelho, escritora, Almerindo Afonso, presidente da Sociedade Portuguesa de Ciências da Educação, Ana Benavente, ex-Secretária de Estado da Educação, Bárbara Bulhosa, directora da Tinta da China, Inês Pedrosa e Jacinto Lucas Pires, escritores, Joana Mortágua, deputada e Lurdes Figueiral, presidente da Associação de Professores de Matemática.

Descomplicador:

Um manifesto assinado por várias personalidades ligadas à educação, à cultura e à politica pede maior democracia nos órgãos de gestão das escolas do pré-escolar ao ensino secundário. O documento critica a excessiva centralização do poder na figura do director.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *