JP defende que o aborto não deve ser ensinado a crianças de 10 anos

A Juventude Popular não quis ficar de fora da discussão pública do referencial de educação para a saúde, que está a ser debatido pela Direcção Geral de Educação e pela Direcção Geral de Saúde. Assim sendo a estrutura de juventude mais próxima do CDS apresentou seis temas para debate sobre a educação sexual, onde defende a inclusão da abstinência e a não discussão do aborto aos 10 anos.

Em primeiro lugar a Juventude Popular defende que devem ser os pais os primeiros decisores dos temas veiculados pelos professores, defendendo que “cumpre em primeira instância aos Pais (ou encarregados de educação), na qualidade de primeiros educadores das crianças, definir os termos em que este tema deve ser apresentado”, para que a escola não desautorize a educação veiculada em primeiro lugar pelos pais.

A JP manifesta também a sua preocupação com o facto de “o documento correr o risco de tratar a identidade sexual como uma característica fluída e artificial, mais dependente do meio social envolvente do que de características genéticas e naturais”, criticando o facto de a proposta fazer desaparecer a “dimensão natural e biológica da sexualidade, quase parecendo sugerir que a natureza da afectividade humana depende apenas da influência social”.

A introdução da abstinência é também um dos pedidos feitos pela estrutura. “Não é aceitável que se planifiquem, a partir do 5º ano, aulas sobre métodos contraceptivos, mas que a primeira palavra sobre abstinência sexual seja proferida apenas no 10º ano”, diz a proposta da Juventude Popular. Dando também seguimento ao pilar ideológico da valorização da vida, a Juventude Popular lamenta que a gravidez seja “inventariada ao lado das Infecções Sexualmente Transmissíveis”, considerando que “a educação sexual também serve para combater a percepção de que um filho é um empecilho, um aborrecimento ou uma surpresa desagradável”.

Por último, a Juventude Popular considera “incompreensível” que se pretenda ensinar na escola a questão do aborto, “para cúmulo, a crianças com 10 anos de idade”, temendo que “o documento incorra no risco de apresentar o aborto como uma alternativa simples e indolor à gravidez indesejada, quando, de facto, não o é. Inúmeras mulheres experimentaram, depois de recorrer ao aborto a pedido, graves consequências físicas e psicológicas”. 

Descomplicador:

A Juventude Popular apresentou seis propostas para a discussão pública sobre o referencial de educação para a saúde, onde pede que a abstinência seja incluída na formação sobre educação sexual e que o abordo não seja ensinado a crianças de 10 anos como uma “alternativa simples e indolor à gravidez indesejada”.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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