Governo reduz TSU para conseguir acordo de salário mínimo com patrões

Tem sido uma negociação demorada, e nesta segunda-feira as confederações patronais tornaram as suas exigências claras: para haver salário mínimo acima dos 540 euros em janeiro do próximo ano, o Governo terá de oferecer contrapartidas vantajosas.

A hipótese que os patrões têm colocado até agora é a da atualização do salário mínimo, estabelecido neste momento nos 530 euros brutos, para 540 euros. Qualquer proposta acima disso terá de vir acompanhado condições vantajosas para a competitividade das empresas, conforme adiantou o presidente da Confederação Empresarial de Portugal, António Saraiva, à entrada de uma reunião da Concertação Social nesta segunda-feira.

No encontro, o Governo apresentou a sua proposta de aumento do salário mínimo para 557 euros, concedendo neste cenário a redução em 1% da Taxa Social Única (TSU) para as empresas. Embora não tenha sido alcançado um consenso nesta reunião, a expectativa é que o acordo seja confirmado na próxima quinta-feira, dia 22 de dezembro, data da próxima reunião entre Governo e parceiros sociais.

Se o Governo se dá por satisfeito com o aumento para 557 euros em janeiro, o mesmo não se pode dizer dos parceiros de acordos no Parlamento. Na sexta-feira passada, o PCP viu a sua proposta de atualização para os 600 euros chumbada no hemiciclo, com os votos favoráveis de BE e PAN e os votos contrários dos socialistas, que desta vez votaram ao lado da direita.

O Governo já veio dizer que a meta dos 600 euros é mesmo para cumprir, mas tal só deverá acontecer na reta final da legislatura. À Lusa, o deputado socialista Tiago Barbosa Ribeira garantiu que “o PS reitera o seu compromisso com a valorização dos rendimentos dos trabalhadores, nomeadamente o aumento do salário mínimo nacional, cumprindo assim o programa de Governo e as posições conjuntas que asseguram um aumento faseado até atingirmos os 600 euros em 2019”.

Descomplicador:

O Governo e os parceiros sociais encontraram-se esta segunda-feira para discutir a atualização do salário mínimo nacional, com o executivo oferecer aos patrões como contrapartida uma redução ligeira da TSU.

 

Publicado por: Mariana Lima Cunha

21 anos, natural de Oeiras. Licenciada em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social e pós-graduada em Comunicação e Marketing Político pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas. Jornalista online do Expresso

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