“Acredito que a tortura funciona” e outras frases da primeira semana de Trump

Foi uma semana agitada para os Estados Unidos e o mundo: praticamente desde o primeiro momento em que assumiu a presidência, no passado dia 20, Donald Trump apressou-se a assinar ordens executivas sobre alguns dos assuntos que marcaram a sua campanha, desde a limitação da cobertura do Obamacare aos apoios a organizações e clínicas pró-aborto. Pelo meio, deu a sua primeira entrevista enquanto presidente e insistiu no tamanho da multidão que assistiu à sua tomada de posse, e que o seu porta-voz Sean Spicer disse ser “a maior que já assistiu a uma tomada de posse. Ponto final”.

No meio do frenesim da primeira semana, foram várias as declarações do presidente que chegaram às jornais e geraram polémica. Aqui ficam algumas das frases de Trump que marcaram os primeiros dias na Casa Branca:

  1. “Os media estão entre as pessoas mais desonestas do mundo”

Ainda zangado com a imprensa pelas notícias que davam conta de que a multidão presente na primeira tomada de posse de Obama era maior do que a que marcou presença em Washington no dia 20, Trump não se conteve e voltou a falar do assunto na primeira paragem pelas instalações da CIA, durante o primeiro dia completo da sua presidência. Defendendo que tem uma “guerra aberta com os media”, Trump negou as notícias que dizem que “tem um conflito com a comunidade dos serviços secretos”, embora a sua conta do Twitter demonstre que já criticou por várias vezes a agência, perguntando mesmo sobre supostas fugas de informação saídas da CIA: “Estamos a viver na Alemanha nazi?”.

     2. “Acredito que a tortura funciona”

Numa das suas declarações mais polémicas da semana, Trump disse que acredita “absolutamente na tortura, ou waterboarding, ou o que lhe quiserem chamar”, assunto sobre o qual sempre diz ter sido “muito aberto”. Mesmo assim, o presidente norte-americano diz que vai deixar decisões sobre os métodos usados para James N. Mattis, o seu secretário para a Defesa, que se opõe à tortura. Setores liberais e conservadores criticaram as declarações, com o ex-candidato presidencial John McCain a lembrar que com medidas destas os Estados Unidos “perdem a superioridade moral” em relação a outros países.

       3. “Houve milhões de votos ilegais, e nenhum deles foi para mim”

Na sua primeira entrevista como presidente, Trump insistiu na ideia, já negada por vários estudos e especialistas, de que nestas eleições aconteceu uma das maiores fraudes eleitorais da História do país, com “milhões de votos ilegais registados” a favor de Hillary Clinton, o que segundo o presidente lhe terá custado o voto popular. Estes votos terão sido conseguidos com o registo de “pessoas mortas, pessoas registadas em dois estados e que votam em dois estados…” e terão servido para favorecer a rival: “Todos foram para o outro lado”.

       4. “Ela é nojenta”

Um dos acontecimentos da semana foi a marca de mulheres, marcada para Washington mas que se estendeu a vários estados e até países, em protesto contra a presidência de Trump. Entre as celebridades que marcaram presença esteve Madonna, que no palanque declarou que já pensou em “rebentar a Casa Branca, mas isso não mudaria nada”. Trump não demorou a responder à cantora: “Acho que isso a vai prejudicar muito, a ela e a esta causa. O que disse é uma tristeza para o país. Ela é nojenta”. Entretanto, a estrela da pop já veio pedir que as declarações não sejam “tiradas do contexto”, reafirmando que não é “uma pessoa violenta”, cita a Rolling Stone.

Descomplicador:

A primeira semana de Trump na Casa Branca foi agitada e incluiu declarações e tomadas de posição sobre os mais variados de assunto, de métodos de tortura até Madonna.

Publicado por: Mariana Lima Cunha

21 anos, natural de Oeiras. Licenciada em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social e pós-graduada em Comunicação e Marketing Político pelo Instituto Superior de Ciências Sociais e Políticas. Jornalista online do Expresso

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