Candidato francês em Portugal para ver como funciona a “geringonça”

O candidato francês do Partido Socialista, Benoit Hamon, esteve em Lisboa, onde esteve reunido com António Costa e Catarina Martins, para tomar pulso à formação da “geringonça”, uma solução que pode vir a ser alternativa em território gaulês.

Portugal é um dos poucos países europeus onde o Partido Socialista é apresentado actualmente como caso de sucesso. Em Espanha, o PSOE está à deriva, em França, Hamon procura inspiração em Portugal, depois de Hollande nem sequer ter ido às primárias e noutros países os exemplos não são melhores. Assim, o candidato francês esteve à conversa com o Primeiro-Ministro e a líder do Bloco de Esquerda, para saber os detalhes da formação do acordo entre as esquerdas.

Na Sexta-Feira, Benoit Hamon esteve reunido com Catarina Martins, para no dia seguinte ter marcado encontro com António Costa, antes de regressar a Paris, para dar continuidade à campanha eleitoral.

Hamon pode estar à procura de uma solução idêntica em Espanha, onde Jean-Luc Mélenchon teria que desistir a seu favor. Mélenchon representa a “extrema-esquerda” francesa e para o Le Monde, a união entre os dois candidatos parece “impossível”.

Apesar de não ter reunido com o PCP, por “questões de agenda”, segundo o Diário de Noticias, Hamon elogiou a coragem dos comunistas ao unirem-se com o Partido Socialista. Em França, Melénchon colocou já como condições a condenção do mandato de François Hollande e a reversão de algumas das reformas mais mediáticas dos socialistas, como a Lei do Trabalho.

Segundo as sondagens actuais, Marine Le Pen vai vencer a primeira volta, com o segundo lugar a ser disputado entre François Fillon, da direita e Emanuel Macron, o candidato do centro. Nenhum estudo de opinião colocou para já um dos candidatos da esquerda numa segunda volta.

Descomplicador:

O candidato do Partido Socialista francês, Benoit Hamon, esteve em Portugal onde esteve reunido com António Costa e Catarina Martins para conhecer os detalhes do acordo entre as esquerdas. Ainda assim, em França, o acordo entre Hamon e Melénchon é tido como “impossível”, pelo jornal Le Monde.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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