Alumni: Dar depois de receber

O Ensino Superior em Portugal tem enfrentado ao longos dos anos vários desafios, onde se exige uma discussão constante e uma vontade coletiva de fazer mais e melhor. As Instituições de Ensino Superior em Portugal como parte integrante da Rede de Ensino Superior veem-se também elas obrigadas a reinventarem-se fazendo face às dificuldades sentidas ano após ano.

As estratégias são muitas, e passam desde fusão de instituições (Universidade de Lisboa) a consórcios de cooperação (Consórcio UNorte.pt), a transformação das Universidades que conhecemos hoje em Universidades-Fundação (U.Porto, U.Minho, U.Aveiro, U.Lisboa), até a políticas internas diferenciadoras, como a aposta no Desporto, Cultura e numa Ação Social cada vez mais capaz e consciente do seu trabalho, servir os estudantes.

No entanto há algo que todas as IES não podem esquecer, o seu código genético, os seus estudantes. E neste caso particular aqueles que passaram por lá, receberam aquilo que de melhor as IES tinham para lhes dar e agora se encontram preparados para retribuir tudo aquilo que receberam – chamamos-lhes hoje Alumni.

Os Alumni, fruto do seu percurso pessoal e sucesso profissional, que comprova a qualidade de ensino de uma IES, devem ser por natureza um dos principais ativos das IES, sendo o seu papel de extrema importância para ajudar a solucionar três problemas com que as IES se vão deparando ao longo do tempo.

Captar – Sendo os Alumni embaixadores por natureza das IES por onde passaram, este é um objetivo que deve ser concretizado com os mesmos, principalmente numa altura em que sabemos que todas as IES vão sofrer reduções significativas de alunos a entrar no Ensino Superior.

Fixar – Tendo eles a vivência do ensino praticado podem ser agentes de mudança no que à oferta formativa diz respeito e à maneira como as Unidades Curriculares estão organizadas, adequando as mesmas à realidade do mercado de trabalho e melhorando dessa forma a qualidade de Ensino prestado nas Instituições.

Exportar – Um dos maiores flagelos daqueles que terminam o seu ciclo de estudo é a entrada no mercado de trabalho, flagelo esse que pode ser combatido de forma eficaz utilizando os recursos obtidos no mercado de trabalho daqueles que já terminaram os seus estudos, seja através da sua rede de contactos permitindo a angariação de estágios curriculares e profissionais, seja através de programas de mentoria.

Certo estou é que o papel dos antigos alunos cada vez se revela mais fundamental no sucesso das IES, que naturalmente se traduzirá no sucesso de todos os que por lá passem.

Publicado por: André Coelho

Presidente da Associação Académica da Universidade de Trás-os-Montes e Alto Douro (AAUTAD). Estudante de Ciências do Desporto.

Deixar uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *