Triplicou o número de dirigentes acusados de uso indevido de verbas públicas

O número de dirigentes da administração pública acusados de uso indevido de verbas triplicou em 2016 face aos dados de 2015. Gestores e dirigentes públicos foram condenados a repor mais de 293 mil euros e a pagar mais de 207 mil euros em multas, segundo revela o Tribunal de Contas.

Ao todo, 90 dirigentes e gestores da administração pública foram condenados por uso indevido de dinheiro e obrigados a pagar multas e/ou a repor as verbas do seu bolso. Em 2015, apenas 27 pessoas tinham sido acusados, com o número a triplicar de 2015 para 2015.

Das nove dezenas de dirigentes condenados, 69 processos dizem respeito a multas e 21 a reposições de verbas usadas indevidamente, segundo revela o relatório publicado recentemente pelo Tribunal de Contas.

Ainda assim, o montante global diminuiu face a 2015, apesar do número de prevaricadores ter aumentado. Se em 2015 o valor global foi de 683,3 mil euros, dos quais 576 mil euros foram reposições de verbas. Em 2015 esse montante diminuiu para 501 mil euros, dos quais 293,3 mil reposições e 207,2 mil multas. Ainda assim, os pagamentos voluntários, antes de julgamento, foram apenas de 3 mil euros, face aos mais de 26 mil euros em 2015.

Descomplicador:

O número de dirigentes e gestores da administração pública condenados por uso indevido de dinheiro triplicou para 90, face aos 27 de 2015. Ainda assim, o montante global diminui face a 2015, segundo o relatório publicado pelo Tribunal de Contas.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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