Porto cria empresa municipal para gerir cultura. PS critica

A Câmara Municipal do Porto aprovou na última reunião do executivo, a criação da Porto Cultura, a sexta empresa municipal do concelho, para gerir os equipamentos e os eventos culturais. O Partido Socialista do Porto votou contra, especialmente em período pré-eleitoral.

A Porto Cultura terá como responsabilidades principais a gestão do Teatro Rivoli, do Teatro do Campo Alegre, do futuro Cinema Batalha e dos vários eventos ligados ao sector cultural no concelho. Rui Moreira defende que esta é a “forma mais racional e eficaz” de gerir os equipamentos do concelho.

Manuel Pizarro e os restantes vereadores do PS Porto, votaram contra, com o vereador e candidato socialista a considerar que “seis empresas municipais numa cidade como o Porto é um exagero, não é urgente, nem é uma medida adequada em final de mandato”.

Quem também votou contra foi a CDU e um dos vereadores do PSD, Ricardo Almeida, por considerar “um erro estratégico e político criar uma nova empresa com cerca de 140 pessoas, onde cerca de 40 serão quadros superiores”.

Entretanto, o movimento liderado por Rui Moreira, acusou o candidato do PS, Manuel Pizarro, de “fazer pelos dois: pelo PS e por Lisboa”, num trocadilho com o slogan da campanha socialista, alegando que em Lisboa, o PS viabilizou uma empresa em tudo idêntica (a EGEAC).

Descomplicador:

O Porto criou a sexta empresa municipal, desta vez dedicada ao sector cultural. O Partido Socialista votou contra, em especial devido ao facto de ser criada num período pré-eleitoral.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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