Até onde vai a retórica inflamada de Trump?

Donald Trump tem protagonizado nos últimos dias uma escalada retórica com a Coreia do Norte, agitando as hostes internacionais e colocando de sobreaviso não só as forças militares norte-americanas, mas também parceiros como a China e os países europeus. Muitos esperam que a retórica inflamada seja um passo para forçar a Coreia a negociar diplomaticamente.

 

Já o regime norte-coreano tem deixado ameaças ao território americano de Guam, com Donald Trump a afirmar que tem as forças armadas “lock and load” (preparadas para a acção) e tem já preparados vários cenários de intervenção militar.

Segundo o site norte-americano Politico, as opções militares de Trump passam por:

  • Invasão: a invasão militar pura e dura do território norte-coreano. Actualmente estima-se que o exército norte-coreano tenha 1,2 milhões de militares mais 600 mil em reserva, com os Estados Unidos a terem “apenas” 25 mil efectivos na Coreia do Sul.
  • Mudança de regime: outra opção militar é a mudança de regime, que seria coordenada pela CIA. Esta foi uma estratégia sugerida já pelo director da agência, mas que segundo o Secretário de Estado, Rex Tillerson, não está nas coagitações dos Estados Unidos.
  • Ataque direccionado: esta foi uma opção considerada por Bill Clinton nos anos 90. O ataque direccionado a bases militares norte-coreanas, a plataformas de lançamento de misseis e a depósitos de armas nucleares, procurando assim enfraquecer o poderia militar de Pyongyang.
  • Ciberataques: também está a ser estudado por parte do Pentágono, o ataque aos programas de gestão do nuclear na Coreia do Norte, podendo provocar assim a falência do sistema.
  • Esperar pelo ataque: esperar que a Coreia do Norte ataque primeiro para depois lançar a ofensiva é outra das estratégias que pode ser utilizada por Donald Trump e é a que lhe garante maior apoio por parte da China e de outros aliados.

 

No entanto, o que leva a imprensa norte-americana e os analistas a considerar que Donald Trump poderá estar apenas a forças as negociações por via diplomática é o facto de o Pentágono ter informado que não existem deslocações de militares a zona das Coreias, nem de navios ou de outro material bélico. Ou seja, a retórica não é acompanhada por movimentações que indiciem algum tipo de iniciativa.

Entretanto a China, um dos parceiros mais preponderantes no caso de Trump tomar alguma medida, veio aconselhar o presidente norte-americano a acalmar a retórica. Para já, Xi Jinping diz que apoia os Estados Unidos, mas colocou condições. Já Angela Merkel, chanceler alemã, considera que a “escalada de retórica é a resposta errada” à pressão que se vive actualmente.

Descomplicador:

Donald Trump tem protagonizado uma escalada de retórica com a Coreia do Norte e tem já estudadas várias opções militares. No entanto, países como a China ou a Alemanha já vieram recomendar prudência ao presidente norte-americano.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

Há 1 comentário neste artigo
  1. bencaeiro@iol.pt'
    bento caeiro at 03:46

    Não é que Trump se recomende, é tanta bazófia como a do “querido líder” da Coreia do Norte, contudo já está na hora de acabar com este indivíduo e com o seu bando de bajuladores – os de lá, entenda-se, porque aos de cá, o tempo os enterrará e a sua lembrança nas cinzas do inferno repousará. A não ser assim, a Coreia do Sul, o Japão e outros países jamais descansarão. Não há que recear a reacção da China, que está mais que desejosa de se livrar daquele idiota e até, muito secretamente, agradecerá ao sr. Trump a sua acção.
    Fale um pouco, amigo Miguel Dias, do “camarada” que de tão Maduro ainda não se apercebeu que já apodreceu e até bicho no seu interior criou.

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