Costa dá pontapé de saída com críticas a Cristas e Passos e muita estratégia

António Costa deu hoje o pontapé de saída do Partido Socialista para mais um ano politico. Recuperada a Festa da Pontinha, Faro encheu para receber o Secretário-Geral e Primeiro-Ministro, que dedicou grande parte da sua intervenção a apontar as apostas estratégicas do executivo, mas onde não deixou de lado recados a Assunção Cristas e Pedro Passos Coelho.

A gestão da floresta e os incêndios florestais foi o tema em António Costa pegou para atacar a oposição, apontando em primeiro lugar que o seu governo preparou deste Outubro do ano passado um conjunto de diplomas sobre o tema, que foram ignorados no Parlamento e dizendo que será sua aposta que a floresta seja “sinal de segurança e não de ameaça”, acrescentando que “foi preciso chegar a tragédia para que outros viessem ao debate, simplesmente criticando e votando contra grande parte desse pacote florestal”.

Aí, António Costa questionou o que é que “aquela senhora que foi Ministra da Agricultura e que durante quatro anos nada fez e agora tanto fala, vai estar presente ou não” e se “o anterior Primeiro-Ministro, que todos os dias critica os bombeiros vai fazer alguma coisa pela floresta, porque nada fez nos quatro anos em que foi Primeiro-Ministro”.

Depois da critica, o pedido de consenso

Depois das críticas a Assunção Cristas e a Pedro Passos Coelho, António Costa falou sobre a preparação para o próximo quadro comunitário, pós 2020, dizendo que “para o futuro de Portugal ninguém deve ser excluído deste debate” e anunciando um Conselho Superior de Obras Públicas, para que “os investimentos tenham qualidade”.

Grande parte da intervenção de António Costa foi a indicar o caminho para os próximos tempos, onde disse, entre outros, que é essencial “garantir que estes sejam os resultados para os próximos 10 anos” [referindo-se aos bons resultados económicos] e que “é hoje claro que a alternativa valeu a pena”.

Para o executivo, o “emprego era, é, e continuará a ser o grande objectivo da nossa politica económica”, salientando ainda o facto de “apesar da diminuição da carga fiscal, da reposição de rendimentos, pensões e apoios sociais, vamos ter o défice mais baixo da nossa democracia”.

Ainda sobre os próximos tempos, foi anunciado o aumento de escalões de IRS e a nova lei das reformas antecipadas, com a porta aberta a aumentar a abrangência, ao dizer que “vamos continuar a dar os passos necessários” para beneficiar os trabalhadores de longa duração.

A abrir a intervenção, a promessa do Secretário-Geral do PS de que todo o tempo livre, será dedicado ao apoio dos candidatos socialistas às eleições autárquicas.

Descomplicador:

António Costa deu hoje o pontapé de saída para mais um ano politico, onde apontou as prioridades estratégicas do executivo e onde atacou Pedro Passos Coelho e Assunção Cristas devido à postura dos dois líderes face ao problema das florestas.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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