#DebateLisboa: taxas foram prato forte no segundo debate televisivo

Depois do #DebatePorto, onde decorreu o segundo debate televisivo entre os candidatos à Câmara Municipal de Lisboa. À semelhança do Porto, o Panorama falou com dois candidatos a Juntas de Freguesia no concelho, para um rescaldo deste frente-a-frente.

Posições antagónicas na utilização da taxa turística

António Pinto Abreu – PSD

O turismo foi um dos temas mais abordados ao longo do debate, sobretudo devido à taxa turística. André Caldas, candidato à Junta de Freguesia de Alvalade pelo Partido Socialista, considera que “neste debate, observámos uma aproximação de todos os candidatos à posição de Fernando Medina. Desde os que no passado, e eram todos, se opunham à taxa turística e agora vêm fins para a sua utilização (…). Ficou claro que Fernando Medina é o único a manter a coerência na visão sobre o turismo”, considera o candidato socialista e actual presidente da Junta de Freguesia.

Já António Pinto de Abreu, candidato do PSD à Junta de Freguesia da Misericórdia, realça o facto de “a intervenção do actual presidente da Câmara Municipal de Lisboa, ter dito que a taxa turística serve para criar novas atracções na cidade para turistas e futuramente até fora dela! É um contrassenso, cobrar taxa turística em Lisboa para depois criar condições para que os turistas não venham para Lisboa”, acrescentando que, à excepção de Medina e Robles, os restantes candidatos apareceram alinhados nesta matéria.

António Pinto de Abreu diz ainda que “a taxa turística tem que reflectir numericamente o impacto do turismo na cidade (taxa turística = impacto orçamental turismo/ Número turistas), e não um valor aleatório porque ajuda a receita” e que “deverá ser usada primeiramente para reforçar as juntas que hospedam os turistas e cujo os habitantes perdem qualidade de vida com isso”.

Taxa de Protecção Civil entra no debate

André Caldas – PS

Quanto à taxa de Protecção Civil, outro dos temas que, de surpresa, apareceu com destaque no debate, André Caldas não tem dúvidas em afirmar que “a Protecção Civil e o Regimento de Sapadores Bombeiros deram um enorme salto qualitativo desde que viram o seu financiamento assegurado pela Taxa da Protecção Civil” e que “este não seria um tema desta campanha se não tivesse sido o aproveitamento político por parte de alguns candidatos da decisão do Tribunal Constitucional a respeito da Taxa de Gaia”, que diz serem bem diferentes.

Ainda assim, para o candidato do PS à Junta de Freguesia de Alvalade, “é hoje evidente que a Protecção Civil e o socorro na cidade não podem ficar reféns da conjuntura da tesouraria da Câmara. A segurança dos lisboetas é melhor servida com a consignação da receita desta Taxa para o sector da Protecção Civil”.

Coerência ou aproveitamento do passado?

No rescaldo final, António Pinto de Abreu (PSD), considera Fernando Medina, “o derrotado da noite. Não responde às perguntas que lhe são colocadas, não apresenta contas, não apresenta números que o suportem e vive agarrado ao passado de Assunção Cristas quando o seu poderá ser ainda mais perturbador” [referindo-se à participação de Medina no governo de José Sócrates], destacando o melhor desempenho de Teresa Leal Coelho, que surgiu “muito mais participativa, apesar de lhe estarem constantemente a cortar o raciocínio”. Para o candidato social-democrata, João Ferreira, da CDU, é “um dos candidatos melhor preparados, direi mesmo que conhece melhor os problemas da CML que o actual presidente”.

André Caldas, do PS, destaca que Fernando Medina, “mostrou a sua coerência e convicção. Pôs a nu as contradições dos seus adversários políticos, em particular de Assunção Cristas. Acima de tudo, provou que é o único candidato a Presidente da Câmara, tendo os restantes acabado o debate a esclarecer se iam ou não iam ser Vereadores”, considerando assim o candidato do PS, o vencedor do frente-a-frente.

O próximo debate televisivo entre os candidatos à Câmara de Lisboa em canal aberto será no dia 14 de Setembro na RTP1.

Descomplicador:

No rescaldo do segundo debate televisivo entre os candidatos à Câmara de Lisboa, o candidato do PS à JF de Alvalade, André Caldas considera Fernando Medina o grande vencedor, por ter mostrado “coerência e convicção”. Já António Pinto Abreu, candidato do PSD à JF da Misericórdia, diz que o candidato socialista “não responde às perguntas que lhe são colocadas, não apresenta contas, não apresenta números que o suportem”.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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