#DebatePorto: caso Selminho ganha relevância no debate

Decorreu ontem mais um debate televisivo entre os candidatos à Câmara Municipal do Porto e que pela primeira vez decorreu com a presença dos nove candidatos. O debate foi transmitido pela RTP e o turismo e o caso Selminho foram os temas dominantes. O Panorama faz um rescaldo com Diogo Meireles, da candidatura de Rui Moreira e com Pedro Braga de Carvalho, da candidatura de Manuel Pizarro.

Diogo Meireles – Rui Moreira

A forte afluência turística de que o Porto tem sido alvo nos últimos anos foi um dos temas em destaque, com Rui Moreira a defender a criação de uma taxa turística. Para Diogo Meireles, candidato à Assembleia Municipal pelo movimento “O Nosso Partido é o Porto”, de Rui Moreira, considera que o seu candidato é o que tem “a estratégia adequada para gerir o desenvolvimento do turismo na cidade do Porto”, por conjugar o facto de olhar “para o turismo como uma excelente oportunidade para a cidade regenerar-se, que tem gerado novos negócios e empregos e que tem dado “vida” às ruas ao comércio e ao património da cidade invicta”, com o ter estado “atento aos efeitos menos bons do turismo”.

Para Pedro Braga de Carvalho, candidato à Assembleia Municipal pelo Partido Socialista, de Manuel Pizarro, “o Porto sofre hoje, à semelhança de outras cidades, de problemas de crescimento. Entre eles, entre esses problemas, o mais evidente será o da especulação imobiliária e o das suas consequências, como seja a gentrificação. Ora, segundo creio, o programa Habita Porto de Manuel Pizarro é a política pública mais abrangente, coesa e realista capaz de responder aos desafios referidos”.

Caso Selminho pode ganhar relevância

Pedro Braga de Carvalho – Manuel Pizarro

Num frente-a-frente onde o caso Selminho assumiu um papel de maior destaque, levando até Rui Moreira a dizer que Álvaro Almeida tinha um conflito de interesses nas noticias que têm sido publicadas no jornal Público, Pedro Braga de Carvalho diz que este caso “encerra em si questões jurídicas complexas, que deverão naturalmente ser dirimidas nos órgãos judiciais próprios”, opinião semelhante à de Diogo Meireles que se mostra satisfeito por “a justiça se fazer nos tribunais por magistrados, juristas e por indivíduos com o conhecimento e as competências necessárias para analisar os factos e assumir o veredicto”.

Ainda assim, Pedro Braga Carvalho considera que “independentemente dessas questões [juridicas], há aqui um problema político e de ética do atual presidente. Não sendo eu assessor de Rui Moreira, parece-me relativamente evidente que os problemas políticos e de ética resolvem-se respondendo com seriedade às perguntas colocadas. A estratégia, ontem ensaiada por Rui Moreira, de juntar à polémica novas polémicas não é perceptível pela opinião pública, resultando num crescendo de suspeição sobre este assunto. Pode, por isso, ser um tema que ganhe relevância”. Aqui, Diogo Meireles discorda e a sua opinião é de que “este é um tema que tem sido aproveitado pela oposição para denegrir a imagem de um candidato que fez um excelente trabalho na CM do Porto nos últimos 4 anos. Quando não há sequer soluções para apresentar ou argumentos para criticar o mandato de Rui Moreira, os opositores aproveitam temas como este para gerar confusão no seio dos eleitores”.

Vencedor?

Quando a série de debates começa a chegar ao fim, “Rui Moreira sobressaiu mais uma vez como o candidatado mais competente e mais capaz para assumir a presidência da CM do Porto”, diz Diogo Meireles, acrescentando que “as políticas que Rui Moreira se propõe concretizar no próximo mandato baseiam-se na experiência que teve nos últimos 4 anos, o que lhe permite apresentar soluções tendo em consideração os desafios que verdadeiramente o próximo presidente vai ter de se confrontar”.

Já Pedro Braga de Carvalho considera que Manuel Pizarro foi o candidato que se destacou conseguindo “apresentar os seus programas de habitação pública (Habita Porto), de mobilidade integrada metropolitana (o acordo metropolitano relativamente aos transportes públicos) e da agência metropolitana junto de Bruxelas (também previsto no acordo metropolitano)”, para além de ter ter ainda “esclarecido o posicionamento do PS nos possíveis quadros políticos que resultarão das próximas eleições”.

Para o Porto, vão ainda realizar-se debates no Porto Canal e no Jornal de Noticias/TSF.

Descomplicador:

Este foi o debate televisivo onde Rui Moreira mais foi atacado com o caso Selminho, com Pedro Braga de Carvalho a considerar que “a estratégia, ontem ensaiada por Rui Moreira, de juntar à polémica novas polémicas não é perceptível pela opinião pública, resultando num crescendo de suspeição sobre este assunto”, enquanto Diogo Meireles afirma que “quando não há sequer soluções para apresentar ou argumentos para criticar o mandato de Rui Moreira, os opositores aproveitam temas como este para gerar confusão no seio dos eleitores”.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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