Autárquicas35: Em Cuba, Pedro quer “ter a ousadia de desafiar o status quo”

Autárquicas35: 

O Autárquicas35 é uma série de artigos lançados pelo Panorama, onde conversa com 20 candidatos autárquicos oriundos dos 18 distritos, da Madeira e dos Açores, abaixo dos 35 anos. Nesta série de artigos procuramos perceber a motivação para aceitar o desafio autárquico, as prioridades para as suas freguesias e concelhos e as motivações politicas. Para acompanhar até ao dia 29 de Setembro. 

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Distrito: Beja – Pedro Janeiro – CDS/PSD – Cuba

Pedro Janeiro tem 33 anos e aceitou este ano ser o cabeça-de-lista do CDS e do PSD à Câmara Municipal de Cuba do Alentejo. Ligado à actividade agricola, quer na formação, quer na gestão e construção de projectos, como na implementação de plantações, Pedro Janeiro sentiu-se motivado a entrar na politica activa com o “nascimento” da geringonça, em 2015.

“Embora as eleições autárquicas sejam as menos ideológicas, a missão inicial nesta candidatura é mostrar aos Cubenses que se pode pensar de outra forma. Sei que há muita gente que não se revê no CDU e mais recentemente no PS-Pró comunista de António Costa, por isso acredito que poderei ter os votos dos democratas cristãos, sociais-democratas e de muitos socialistas que não se sentem confortáveis nesta aliança com a extrema-esquerda”, diz Pedro Janeiro, que se mostra ainda “grato à Assunção Cristas e ao CDS” pelo trabalho desenvolvido na área da agricultura. “Ainda me lembro de ridicularizam o Paulo Portas quando falava no mundo rural, mas afinal o CDS cumpriu”, lembra, Pedro Janeiro.

Em 2013, o PSD e o CDS não foram além dos 2,73%, tendo reunido 84 votos num universo de quase 4 mil eleitores. O cabeça-de-lista do CDS/PSD reconhece que Cuba “é um terreno extraordinariamente difícil, Cuba foi nas eleições autárquicas de 2013 o concelho onde a CDU teve a melhor votação nacional. O poder autárquico tem alternado entre os principais partidos de esquerda. Por outro lado, nas eleições legislativas em 2015, mesmo após 4 anos de decisões difíceis, a coligação PSD/CDS teve uma votação acima dos 16%, com perto de 400 votos. Embora, sendo as eleições autárquicas diferentes, penso que é bem possível ser eleito vereador, temos de combater o suposto voto útil”, considera o candidato da coligação de direita.

Pedro Janeiro revela ainda o orgulho que sentiu na Convenção Nacional Autárquica do CDS, quando viram Cuba com uma lista encabeçada pelo CDS, “uma lista com locais, sem qualquer receio de assumir uma vontade diferente para o concelho. Senti uma enorme curiosidade acerca da nossa candidatura e um extraordinário apoio”.

O candidato dos centristas e dos sociais-democratas não tem também receio em assumir ser “o retrato de uma geração que a teve oportunidade de ingressar no ensino superior. Este prolongar de estudo promoveu a interação com mais pessoas, sobretudo se estudarmos fora da nossa região ou do nosso país, o que favorece a nossa capacidade critica e dá-nos uma visão holística da sociedade”, entendendo que é agora o momento de “ter coragem de aplicar ao nosso concelho tudo o que aprendemos e vivemos e ter a ousadia de desafiar o status quo (CDU e PS). No meu caso concreto, Cuba é um concelho bastante pequeno e com uma população com menos de 5.000 habitantes, onde a Câmara Municipal assume um papel demasiado pesado, o que de certa forma pode condicionar muito as opções políticas das pessoas”, explica, adiantando ainda que o CDS trouxe para a discussão pública a “a aposta nas empresas sem preconceitos ideológicos”.

Para o próximo mandato, Pedro Janeiro aponta como prioridades a “Escola Profissional de Cuba” e a necessidade de “tentar ajustar a oferta formativa às exigências do mercado”, reclamando cursos “nas áreas de agronomia, agro-industrial, alimentar, mecânica agrícola, técnicas de regadio e outros. É muito mais provável que um jovem se fixe em Cuba se direcionar a sua formação para as oportunidades que o Concelho pode gerar”. O candidato do CDS/PSD quer também apostar num “programa de mentoring onde empresários e profissionais experientes pudessem prestar assistência a jovens do concelho para partilharem experiências. É importante para que os jovens definam as áreas de interesse de trabalho futuro”, considera o empresário agrícola.

Colocando como objectivo assumir no futuro um cargo executivo, Pedro Janeiro diz ter, para já, “a ambição de estar o mais próximo possível dos agricultores e do setor agrícola em geral. A ambição política é servir Portugal onde quer que seja necessário”.

B.I.:

Nome: Pedro Janeiro

Idade: 33 anos

Filiação: CDS

Concelho: Cuba

Distrito: Beja

Cargo a que se candidata: Presidente da Câmara Municipal de Cuba

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Descomplicador:

Pedro Janeiro é candidato a presidente da Câmara Municipal de Cuba pelo CDS/PSD, tendo pela frente o difícil desafio de liderar uma coligação de direita num município onde a CDU registou a maior votação nacional nas últimas autárquicas. O cabeça-de-lista diz ser necessário “ter coragem de aplicar ao nosso concelho tudo o que aprendemos e vivemos e ter a ousadia de desafiar o status quo”

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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