PS e CDS saem a ganhar. PSD e CDU são os derrotados da noite autárquica

O Partido Social Democrata e Pedro Passos Coelho são os grandes derrotados destas eleições autárquicas, seguidos pela CDU, que perdeu cerca de dez autarquias, algumas delas emblemáticas. O Partido Socialista ganhou força reforçando o seu desempenho autárquico, enquanto o Bloco de Esquerda recuperou o vereador em Lisboa, apesar de não ter conseguido eleger o vereador no Porto. O CDS também foi um dos vencedores, com o segundo lugar em Lisboa e com mais uma autarquia conquistada.

Nas contas finais, o PS arrecadou 157 câmaras, relegando o PSD para segundo lugar com 97 autarquias (18 em coligação com o CDS), a CDU conquistou 24 câmaras municipais, enquanto o CDS reforçou a sua presença autárquica conquistando seis autarquias, ao qual se soma o resultado de Assunção Cristas, única líder nacional a concorrer, em Lisboa.

O Partido Socialista conquistou à CDU várias autarquias históricas como Alcochete, Almada, Barreiro e ainda Barrancos, Constância e Peniche, entre outras, levando a uma perda de dez autarquias por parte dos comunistas, com Jerónimo de Sousa a afirmar na reacção aos resultados que este resultado é “sobretudo uma perda para as populações que não demorarão a perceber o quão errada foi essa opção”.

Já o CDS conquistou um grande resultado em Lisboa, com Assunção Cristas a superar o desempenho de Paulo Portas (7 para 20%), conquistando ainda uma sexta autarquia, Oliveira do Bairro, deixando assim o “penta autárquico” de 2013, reforçando a sua presença autárquica e sendo a maior força de oposição em Lisboa e estando por dentro do executivo de Rui Moreira que apoiou de forma declarada desde a primeira hora.

Já o Bloco de Esquerda volta a não conseguir ganhar grande relevância autárquica, apesar de reconquistar o vereador em Lisboa, Ricardo Robles, mas falhando a eleição de João Teixeira Lopes no Porto. Ainda assim, Ricardo Robles pode ser essencial para viabilizar uma solução maioritária em Lisboa. Os bloquistas voltam a não conquistar nenhuma autarquia, apesar da tentativa de regresso de Ana Cristina Ribeiro a Salvaterra de Magos.

Medina a um vereador da maioria absoluta

 

Em Lisboa, o PS voltou a vencer as eleições autárquicas, mas perdeu três mandatos face a 2013, tendo ficado a um vereador da maioria absoluta. Fernando Medina conquistou 42%, perdendo cerca de 10 mil votos para António Costa face há quatro anos. Em segundo lugar ficou o CDS, com o melhor resultado de sempre, com 20,57% e com praticamente o mesmo número de votos que tinha conquistado há quatro anos em coligação com o PSD.

Com dois mandatos cada um ficou o PSD, de Teresa Leal Coelho, com 20,57% e a CDU, de João Ferreira, com 9,56%. O Bloco de Esquerda recupera o vereador em Lisboa, com os 7,13 de Ricardo Robles. O primeiro partido sem mandatos no executivo foi o PAN, com 3% dos votos.

Rui Moreira conquista maioria absoluta no Porto

No Porto, Rui Moreira superou as expectativas das sondagens, conseguindo conquistar a maioria absoluta que não tinha conseguido há quatro anos atrás. O candidato independente conquistou 44,46% dos votos, passando de seis para sete vereadores e ganhando quase mais seis mil votos face há quatro anos atrás. O PS também reforça a votação face a 2013, passando de 22 para 28% e passando de três para quatro vereadores.

O PSD, com Álvaro Almeida à cabeça, deu continuidade à tendência de queda, passando de 21% para apenas 10%, com 11952 votos. O PCP/PEV também perdeu votos, mas manteve o vereador eleito, conquistando 5,89%. O primeiro dos partidos que não elegeu um vereador foi o Bloco de Esquerda, com 5,34%.

Descomplicador:

O PSD e a CDU foram os maiores derrotados da noite eleitoral autárquica. Em sentido inverso o PS e o CDS reforçaram a sua presença autárquica. O Bloco voltou a ficar de fora das contas, ao não conseguir conquistar nenhuma autarquia, apesar de ter recuperado o vereador na autarquia de Lisboa.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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