Moção de censura rejeitada. Partidos clarificam posição face ao Governo

A Assembleia da República rejeitou hoje a moção de censura do CDS ao Governo liderado pelo Partido Socialista com o apoio parlamentar do PCP, PEV e Bloco de Esquerda e que hoje contou ainda com a “ajuda” do PAN. Marcelo Rebelo de Sousa disse já que agora é hora do Governo estar à altura dessa confiança.

A favor da moção votaram o CDS e o PSD, com um total de 105 votos, perdendo para os 122 votos do PS, PCP, PEV, Bloco de Esquerda e PAN. Seguindo também a dica do Presidente da República, nenhum partido se absteve nesta votação, clarificando a sua posição face ao executivo.

Ainda assim, apesar da rejeição da moção de censura, o PCP e o Bloco de Esquerda deixaram vários avisos ao Governo do Partido Socialista. João Oliveira, líder parlamentar do PCP, clarificou que a rejeição da moção, “não pode ser considerada como motivo de confiança nas opções e decisões tomadas quanto à prevenção e combate aos fogos florestais”.

O Bloco de Esquerda, através de Pedro Soares, disse que a meteorologia não pode justificar “toda a falha do Estado” e anseia que o executivo não tenha “capacidade para enfrentar os interesses instalados para gerir a mudança” que considera necessária na floresta.

O CDS e o PSD assumiram as “despesas” dos ataques ao executivo. Para Assunção Cristas, “os erros apontados pelo relatório da Comissão Técnica Independente são injustificados e só podem resultar de uma profunda incompetência e descoordenação aos níveis político e operacional. Foi o falhanço de uma estrutura pensada e estruturada pelo ex-Ministro da Administração Interna António Costa e nomeada agora pelo Primeiro-Ministro António Costa de acordo com o critério da amizade e não o da competência”, considerou.

Já por parte do PSD, Hugo Soares, disse que “o país sabe hoje que tem um Primeiro-Ministro excelente a dar as boas notícias, mas nas horas difíceis, nas horas em que os portugueses precisam de um chefe de Governo, o senhor está ausente e falha”, acrescentando ainda, em jeito de provocação, que “Costa não trouxe uma moção de confiança porque sabia que nem PCP nem BE a aprovariam”.

Horas depois da rejeição da moção de censura, Marcelo Rebelo de Sousa reagiu ao dizer que “a democracia funcionou, o Parlamento decidiu rejeitar a moção de censura que um partido tinha apresentado no uso de um direito constitucional e, portanto, isso significa que o parlamento reafirmou a sua confiança no Governo e em particular a confiança no Governo em relação a esta matéria da prioridade da floresta, da prevenção e do combate aos incêndios”.

Descomplicador:

A moção de censura do CDS foi rejeitada pelo Parlamento por 122 votos contra 105. O PCP e o Bloco de Esquerda deixaram no entanto vários recados ao executivo do Partido Socialista.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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