Dois meses depois, Aung San Suu Kyi visita comunidade reprimida

A líder do governo de Myanmar, Aung San Suu Kyi, Prémio Nobel da Paz em 1991, visitou ao fim de dois meses à capital do estado da etnia Rohingya, Rakhine, para uma visita surpresa de um dia, que há muito estava a ser reclamada pela comunidade internacional.

A minoria étnica Rohingya não tem a nacionalidade birmanesa pelo Ministério do Interior, que ainda é controlado pelos militares, e tem sido perseguida desde há vários meses, sendo alvo de uma “operação de limpeza étnica por definição”, por parte das forças militares.

A definição é da Organização das Nações Unidas, que dá conta que 400 mil pessoas da etnia Rohingya já fugiram para o Bangladesh, devido à perseguição do exército de Myanmar. O acesso dos jornalistas a Rakhine, não se sabendo assim ao certo qual o grau de perseguição do exército.

Existem relatos de que as forças militares estão a queimar aldeias inteiras, bem como a matar e a violar as mulheres, obrigando assim familias inteiras a fugir do local. Para já, as forças armadas dizem que as acções militares no local visam apenas impedir “actividade terrorista” na região.

Aung San Suu Kyi foi eleita chefe do governo civil de Myanmar, embora não seja oficialmente a presidente devido ao controlo dos militares a alguns sectores importantes do governo do país.

Descomplicador:

Aung San Suu Kyi fez uma visita surpresa à “capital” da etnia Rohingya, que tem vindo a ser perseguida pelas forças militares de Myanmar desde há vários meses. A desatenção da Nobel da Paz com este assunto era já objecto de critica por parte da comunidade internacional.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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