Governo quer aderir a um pacto que aumenta o orçamento para a Defesa

O Governo liderado por António Costa está prestes a selar a sua entrada na Cooperação Permanente Estruturada para o sector da Defesa, um acordo que envolve já 23 estados-membros e que pode significar um aumento do orçamento para a defesa, algo que pode não agradar aos parceiros parlamentares.

Os partidos com assento parlamentar vão pronunciar-se antes da assinatura final, no entanto, segundo o Expresso, apenas o PCP e o Bloco de Esquerda se devem mostrar contra a assinatura do acordo. Estes dois partidos são no entanto os maiores parceiros parlamentares do executivo socialista.

Este pacto de Cooperação Permanente Estrutura envolve compromissos como o aumento gradual do orçamento no sector da Defesa, a aumentar os gastos com pesquisa e desenvolvimento com vista a estabelecer um Fundo de Defesa Europeu e ainda a coordenar de melhor forma os recursos no sector entre os estados-membros.

Para o presidente da Comissão Europeia, “a estratégia é necessária porque na Europa existem 178 tipos de sistemas de armas, enquanto os EUA têm 30. Na Europa existem 17 tipos de tanques, mas os EUA só têm um”, salientando assim a importância de uma maior uniformização entre os países europeus.

Descomplicador:

O Governo vai aderir ao pacto de Cooperação Permanente Estrutura para o sector da Defesa, que pretende uniformizar os recursos entre os estados-membros no sector da Defesa.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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