Lobo D’Ávila deixou Parlamento. Raul Almeida optou por não ocupar a cadeira

O deputado centrista Filipe Lobo D’Ávila deixou ontem a Assembleia da República, numa intervenção em que falou sobre o seu percurso na administração pública, desde a justiça, passando pela Administração Interna. O seu substituto seria Raul Almeida, que esteve ao lado de Filipe Lobo D’Ávila nas criticas a Assunção Cristas e que por isso optou por não ocupar o lugar.

Com referência a Paulo Portas, Filipe Lobo D’Ávila recordou a sua experiência politica no Parlamento e nos órgãos de governo que integrou, onde se destaca a Secretaria de Estado da Administração Interna. Filipe Lobo D’Ávila foi um dos membros do executivo do CDS que não se demitiu aquando da “demissão irrevogável” de Paulo Portas e que contribuiu assim para a manutenção da coligação PSD/CDS.

Filipe Lobo D’Ávila confessou “sair mais parlamentarista do que quando entrei” e garante continuar a fazer politica no seu partido. “Aproximar eleitos de eleitores não pode ser uma frase de ocasião, mas sim um guião de ação”, disse Filipe Lobo D’Ávila, que pediu uma nova atitude de fazer politica e que considera que “o Parlamento tem que ser o espelho perfeito do que encontramos lá fora”.

“O Parlamento pode fazer a diferença, cada um dos deputados pode fazer a diferença, cada um de nós pode fazer a diferença”, disse Filipe Lobo D’Ávila antes de se despedir da Assembleia da República, garantindo “continuar livre e com espírito crítico e (…) com a consciência de que do futuro, só Deus sabe”.

Raul Almeida não vai ocupar lugar. João Gonçalves Pereira deve ser o substituto

Com a saída de Filipe Lobo D’Ávila, a bancada do CDS ganha assim uma nova vaga, que seria ocupada por Raul Almeida, um dos elementos da linha crítica de Assunção Cristas e um dos militantes centristas mais próximos de Lobo D’Ávila. Precisamente por esse motivo, segundo diz ao Expresso, Raul Almeida optou por não aceitar o lugar, ao considerar que “há um registo permanente de intolerância ou de visão pouco positiva da diferença”.

Para Raul Almeida, “para repetir o mesmo, não valeria a pena”, optando assim por não ocupar o lugar. Com esta “desistência”, o nome seguinte na lista é da histórica Orisía Roque, que ao que avança o semanário também não vai aceitar o lugar, passando assim a vaga para o actual líder distrital do CDS de Lisboa, João Gonçalves Pereira, que foi o nº2 de Assunção Cristas na candidatura à Câmara de Lisboa.

Descomplicador:

Filipe Lobo D’Ávila, do CDS, despediu-se ontem da Assembleia da República, dizendo que, “o Parlamento pode fazer a diferença, cada um dos deputados pode fazer a diferença” e confessando sair “mais parlamentarista” do que quando entrou. O seu lugar deverá ser ocupado pelo líder da distrital de Lisboa do CDS, João Gonçalves Pereira.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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