Conselho das Escolas critica novos currículos do Básico e Secundário

O Conselho das Escolas, o órgão que reúne os diretores das escolas básicas e secundárias, deu parecer negativo aos novos currículos, criticando o aumento “desnecessário” do número de disciplinas. A par disso, os diretores consideram que as imposições são maiores do que as combinadas.

Segundo o Conselho das Escolas, o novo diploma do Governo vai impor a todas as escolas muito do que está previsto no projeto de flexibilidade curricular, que foi anunciado como de adesão voluntária, o que agora não se está a registar.

O Conselho das Escolas considera “desnecessário” o aumento de disciplinas, que no 2º ciclo integram Cidadania e Desenvolvimento, Tecnologias de Informação e Comunicação e Complemento à Educação Artística, passando assim para 14 disciplinas. No 3º ciclo somam-se ainda outras duas às 13 já existentes.

Os diretores entendem que, “as aprendizagens a realizar nestas novas disciplinas poderiam concretizar-se nas que existem actualmente, nomeadamente no Apoio ao Estudo, na Oferta de Escola e na Oferta Complementar, sem necessidade de introduzir tal segmentação”.

As escolas entendem ainda que, “a melhor forma de organizar e gerir o currículo, não pode estar dissociado de lhes reconhecer, igualmente, a capacidade de identificar os recursos de que necessitam”, não considerando assim “coerente a imposição de que, da opção de flexibilização escolhida pela escola, não possa resultar um aumento de pessoal docente, se devidamente fundamentada a sua necessidade”.

Descomplicador:

O Conselho das Escolas criticou os novos currículos do ensino básico e secundário por “impor” o projeto de flexibilidade curricular, que foi apresentado como sendo de adesão voluntária. Os diretores criticam ainda o aumento das disciplinas.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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