Cavaco quebra silêncio para apelar ao voto contra a eutanásia

O ex-Presidente da República, Aníbal Cavaco Silva, quebrou o silêncio a que se remeteu desde que deixou Belém (e que interrompeu por poucas vezes), para apelar ao voto contra a eutanásia, que terá lugar na próxima semana, na Assembleia da República.

Cavaco Silva considera que a legalização da eutanásia é “a decisão mais grave para a sociedade portuguesa que a Assembleia da República pode tomar”, acrescentando que, “cada português deve pensar bem o que significa uma pessoa, um médico, ser autorizado por lei da Assembleia da República a matar outra pessoa. Se tal acontecer, a nossa sociedade rompe uma barreira e dá um salto no desconhecido muitíssimo perigoso”.

Em declarações à Rádio Renascença, Cavaco Silva, justificou que, “estando em causa a defesa do primado da vida humana, entendi que devia fazer uso das duas armas que me restam como cidadão: a minha voz, não ficando calado, e o meu direito de voto na escolha dos deputados nas próximas eleições legislativas”.

O ex-Presidente da República vai mais longe e diz ainda que, nas eleições legislativas de 2019, não vai votar nos partidos que apoiarem a legalização da eutanásia e que vai “procurar explicar àqueles que me são próximos para fazer a mesma coisa”.

Descomplicador:

O ex-Presidente da República, Cavaco Silva, quebrou o silêncio para apelar ao voto contra a eutanásia, considerando que, é “a decisão mais grave para a sociedade portuguesa que a Assembleia da República pode tomar”.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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