Novo ministro impôs demissão do Chefe do Estado Maior do Exército

João Gomes Cravinho não perdeu tempo até começar a introduzir o seu cunho pessoal na governação da pasta da defesa. O novo Ministro da Defesa impôs como condição a demissão do Chefe do Estado Maior do Exército, Rovisco Duarte, na sequência da polémica com o roubo de armas em Tancos.

Na carta enviada ao Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, Rovisco Duarte justifica a saída com, “as circunstâncias políticas assim o exigiram”, não adiantando mais detalhes, mas denotando claramente que não garantia a confiança do novo ministro da pasta.

Horas antes da demissão e já a antever o cenário, o líder parlamentar do PS, Carlos César, disse aos microfones da TSF que, o caso de Tancos devia ter “consequências do ponto de vista das Forças Armadas, em particular, do Exército”.

Agora, o Ministro da Defesa tem que agendar uma audiência com o Chefe do Estado Maior das Forças Armadas para encontrar um nome, que tem que submeter a Conselho de Ministros e posteriormente levar o nome a Marcelo Rebelo de Sousa, ao Palácio de Belém.

Descomplicador:

O Chefe do Estado Maior do Exército, Rovisco Duarte, apresentou a sua demissão a Marcelo Rebelo de Sousa, não tendo reunido a confiança politica do novo Ministro da Defesa, João Gomes Cravinho, que impôs a sua saída devido à polémica de Tancos.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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