Texto do Brexit aprovado em Conselho de Ministros

Depois de o Reino Unido chegar a um entendimento com a União Europeia para o Brexit, o Conselho de Ministros reuniu-se, esta quarta-feira, para debater o teor do documento que contém cerca de 500 páginas. A posição do Executivo britânico sobre o acordo proposto por Theresa May será apresentado durante esta quinta-feira, na Câmara dos Comuns, o parlamento britânico. O conteúdo técnico previsto na negociação deverá ser votado em dezembro.

Theresa May terá agora que convencer os deputados britânicos a aprovarem o texto final. Segundo avança a BBC, o documento prevê o pagamento por parte do Reino Unido de 39 mil milhões de libras por abandonar o bloco europeu e um período de transição de 21 meses a contar a partir da saída oficial, agendada para março.

A possibilidade da criação de uma barreira alfandegária entre os limites das duas Irlandas era uma das principais condicionantes na tentativa de um acordo para o Brexit. A República da Irlanda é um dos principais destinos das exportações da Irlanda do Norte, que pertence ao Reino Unido. A criação de uma fronteira física é considerada danosa para as relações comerciais entre os dois países.

O Labour, principal partido de oposição ao Governo May, acredita que até mesmo os deputados a favor da saída vão votar contra o acordo. Frank Field, parlamentar a favor do Brexit e antigo membro do Labour, revela não ter um voto pré-definido. “Eu quero dar uma resposta cautelosa e não elogiar ou condenar sem ter visto o conteúdo”, disse o deputado, citado pelo The Guardian.

O esboço do acordo como foi desenhado foi criticado por membros do partido da primeira-ministra britânica: “Pela primeira vez em mil anos, este lugar, este parlamento não terá uma palavra a dizer sobre as leis que regem este país. Implicará termos de aceitar regras e normas de Bruxelas sobre as quais nada podemos dizer”, referiu Boris Johnson, ex-ministro dos Negócios Estrangeiros.

Esta manhã, enquanto prestava esclarecimentos aos deputados na Câmara dos Comuns, May negou a possibilidade de um novo referendo e afirmou que haverá Brexit e que “o Reino Unido deixará a União Europeia a 29 de março de 2019”. A primeira-ministra britânica reivindica o controlo da economia, das leis e das fronteiras. O Fundo Monetário Internacional alerta, no entanto, que uma saída sem acordo poderá custar entre 5% e 8% do PIB britânico.

Descomplicador:

Theresa May conseguiu aprovar o texto de saída do Brexit em Conselho de Ministros, faltando agora o sim da Câmara dos Comuns. Ainda assim, a oposição parece não concordar com o conteúdo.

Publicado por: Isabella Moura

Tem 23 anos e é natural do Brasil, mas desde os 11 anos que escolheu Portugal como casa. É mestre em Jornalismo e tem interesse na aplicação das novas tecnologias na construção da realidade.

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