CGTP critica atuação do Governo socialista

Milhares de trabalhadores estiveram, esta quinta-feira,concentrados em defesa das condições de trabalho. A Praça dos Restauradores foi o palco da manifestação nacional organizada pela Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) e contou com a participação de sindicatos de todo o país. O encontro de trabalhadores ficou marcado por críticas da liderança sindical aos partidos e à atuação do Governo de António Costa.

Os trabalhadores e os sindicatos reivindicam a melhoria das funções sociais do Estado e defendem uma reforma laboral com a imposição de 35 horas semanais de trabalho alargadas também ao setor privado. A medida, segundo a CGTP, serviria como “gerador de emprego”. Outra das exigências passa pelo aumento do salário mínimo para 650 euros já a partir de janeiro.

Em discurso para os trabalhadores ali concentrados, o secretário-geral da CGTP, Arménio Carlos, fez críticas às políticas laborais implementadas na gestão PSD/CDS, mas não isentou o atual Governo: “É por responsabilidade única do Governo socialista que persistem problemas estruturais e na área do trabalho”.

O representante da central sindical também mostrou descontentamento com o acordo celebrado em maio deste ano pelo Governo com as confederações patronais e a UGT. A CGTP apelou aos deputados para que votem contra a proposta que altera a legislação laboral e revela que entregou ao Governo uma petição com 77 mil assinaturas a ser discutida no dia 5 de dezembro na Assembleia da República.

No discurso do líder da Intersindical, que esteve pautado pela contraposição entre as políticas de esquerda e de direita, houve espaço para que Arménio Carlos apelasse contra a eleição de governos de maioria absoluta. “Ao longo das nossas vidas, quando fomos confrontados com maiorias absolutas, independentemente de serem do PSD, CDS ou PS, nunca se revelou favorável aos trabalhadores”, justifica.

A propósito do aumento do salário mínimo nacional que foi mencionado diversas vezes ao longo da manifestação, o Governo esteve reunido, na terça-feira, com os parceiros sociais para discutir a possibilidade de aumentar o valor de referência nacional.  Esse encontro, o ministro do Trabalho, Vieira da Silva, mostrou-se favorável ao aumento inicial para 600 euros.

Descomplicador:

A CGTP promoveu mais uma manifestação nacional onde apelou à subida do salário mínimo e criticou a atuação do governo de António Costa.

Publicado por: Isabella Moura

Tem 23 anos e é natural do Brasil, mas desde os 11 anos que escolheu Portugal como casa. É mestre em Jornalismo e tem interesse na aplicação das novas tecnologias na construção da realidade.

Deixe uma resposta

O seu endereço de email não será publicado. Campos obrigatórios marcados com *