Reunião da bancada parlamentar do PSD sobre “brasas”

A reunião do Grupo Parlamentar do PSD sobre as propostas para o Orçamento do Estado 20919 foi tudo menos pacífica. Segundo os relatos trazidos a publico pela imprensa, alguns dos deputados falam em “bandalheira” e “gritaria”, com vários apoiantes de Rui Rio a demarcarem-se da estratégia do líder social-democrata.

A proposta sobre a especulação imobiliária, a apelidada Taxa Robles, foi uma das propostas que gerou maior discórdia, com a TSF a adiantar que apenas um deputado pediu a palavra para defender a medida.

Apoiantes de Rui Rio como Ricardo Baptista Leite ou Álvaro Batista, criticaram a postura do líder do PSD bem como a direção parlamentar do partido. Segundo a TSF, Fernando Negrão adoptou uma postura de moderador da reunião, com a defesa da direção parlamentar a ficar a cargo de António Leitão Amaro e Duarte Pacheco.

Para além desta proposta em específico, vários deputados criticaram a postura da direção do partido, que deixou de fora os deputados na decisão das propostas a apresentar para alterações ao Orçamento do Estado.

À saída, o líder da bancada, Fernando Negrão, desdramatizou a reunião, dizendo que, “o grupo parlamentar tem dezenas de deputados e eu só ouvi críticas de três deputados em relação a essa proposta. Mas nós, obviamente que se forem corretas tecnicamente e politicamente avaliadas, admitimos a sua alteração”.

Descomplicador:

A reunião do Grupo Parlamentar do PSD decorreu sobre “brasas” com várias críticas dirigidas à direção do partido e do grupo parlamentar. A proposta da Taxa Robles foi a que gerou maior discórdia entre os deputados sociais-democratas.

Publicado por: Miguel Dias

Licenciado em Jornalismo pela Escola Superior de Comunicação Social. Assessor de comunicação numa federação desportiva, colabora com a imprensa regional na sua cidade, Almeirim e criou um conjunto de projectos temporários sobre politica local e nacional. Fundou ainda uma rádio regional e é comentador convidado de ténis da Eurosport.

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